O desamparo de fingir que está tudo bem
Quantas vezes nós, pais, nos apressamos a declarar: “Está tudo bem. Foi só um susto. Não foi nada grave”, quando […]
Quantas vezes nós, pais, nos apressamos a declarar: “Está tudo bem. Foi só um susto. Não foi nada grave”, quando […]
Ela batia os pés no chão em um ritmo descompassado. Estávamos as duas nervosas. A sala era fria, gélida, iluminada
Sou aquela que vive o autismo. No corpo, na alma, no sofrimento, na palavra não falada, no olhar querendo entendimento,
Ponto de ônibus. Fim de tarde. A cidade está iluminada pela luz do crepúsculo e faz as pessoas se esquecerem,
Caro diário, Eu amo ser mãe, mas, às vezes, dói. Sinto-me frágil, perdida na idealização de que preciso estar sempre
Essa semana, levei minha filha caçula para uma consulta médica. Enquanto aguardava e deixava ela brincar com meus cabelos eu
O título de mãe vem para somar e não substituir o que fui e o que sou.
Gostaria de dizer que estou bem, mas infelizmente, não é assim que a vida se apresenta agora.
Entre as ondas que vêm e vão, você vai se encontrar.
O corredor era o de número 06, como a carta dos Enamorados do tarô — não sei por que me
Que nossas vivências e experiências possam sim ser transformadas em gritos através da escrita.
Mães são culpadas por fazer demais, por fazer de menos, por fazer seu melhor, por fazer o que dá às vezes.
Porque ser mãe sendo quem eu sou é também isso: fazer do meu corpo frágil uma jangada. Fazer da minha alma inquieta uma bússola. Fazer da minha história uma travessia.
A maternidade me multiplicou, me povoou, me fortaleceu.
Foi a maternidade que me mostrou, entre alegrias, exaustões e descobertas, que existia em mim uma escritora
As mulheres precisam a todo momento reivindicar um teto que seja só seu para escrever.
A gente encontra força na vulnerabilidade.
Me ensinou que o amor verdadeiro é coragem. É entrega. É se refazer em silêncio, quando ninguém está vendo.
Foi necessário renascer mãe para compreender o amor na sua plenitude.
Filhos não vêm como idealizamos. Vêm como são. Como precisam ser. Como nos transformam.
Não existe guerreira… existe é sobrecarga.
Meu menino, que não tinha nem cinco anos, estava ali me ensinando sobre gratidão.
É o momento em que a nossa tempestade pode vir, sem que a gente se preocupe em segurar um guarda-chuva para não molhar nossos filhos.
…é que a maternidade nos apresenta a vida por uma outra ótica. Algo sempre falta, algo sempre parece precisar ser preenchido. Uma perspectiva repleta de vazios.
O tempo vai fechando as cortinas e apagando as luzes, você simplesmente carrega a memória de suas histórias.
A chuva estava intensa e a manhã de outono parecia convidar ao bucolismo, porém o que se via da janela
Ser mãe é viver uma montanha-russa diária de emoções, surpresas, desafios e, claro, aprendizados.