Costurando Sonhos
Dona Maria casou-se aos 17 anos. Nascida e criada em um pequeno lugar chamado SĂtio Novo, no interior do Rio […]
Dona Maria casou-se aos 17 anos. Nascida e criada em um pequeno lugar chamado SĂtio Novo, no interior do Rio […]
Gritos Ecolalias rasgam meu ventresuplico por socorroninguém nos atende Ecolalias dilaceram meu coraçãoestendo minhas mãosninguém nos puxa Ecolalias tiram meu
Chegou como um raminhoPelas mãos de Jean, o padrinhoConfiança e tempo dediqueiColoquei muito carinhoE cuidados oferteiTodavia, poderia não sobreviver o
Poema para o Dia do Orgulho Autista Sou feita de palavras,Que o mundo nem sempre escuta.Mas que rompem o silĂŞncio,E
Doutora em Literatura Sabrina Alvernaz transforma a prĂłpria jornada de cinco anos como “tentante” em uma escrita ensaĂstica potente que tensiona o imaginário social da maternidade.
Quantas vezes nós, pais, nos apressamos a declarar: “Está tudo bem. Foi só um susto. Não foi nada grave”, quando
Ela batia os pés no chão em um ritmo descompassado. Estávamos as duas nervosas. A sala era fria, gélida, iluminada
Oi! Eu sei que esse tempo parece infinito. Sei que vocĂŞ nĂŁo se preparou. Sei que vocĂŞ nĂŁo fez escola
Sou aquela que vive o autismo. No corpo, na alma, no sofrimento, na palavra nĂŁo falada, no olhar querendo entendimento,
Ponto de ônibus. Fim de tarde. A cidade está iluminada pela luz do crepúsculo e faz as pessoas se esquecerem,
O fim do dia aproximava-se. Ama tinha saĂdo apressada do trabalho para ir buscar a Clarisse ao infantário. Esta cantarolava
Aqui em casa, começou com coisas pequenas.Muito pequenas.Meu filho sempre teve o hábito de guardar “tesouros”.Um carrinho esquecido no fundo
A máxima pode ser verdadeira, mas esse nascimento nem sempre… raramente… ou quase nunca… Ă© tĂŁo intuitivo, espontâneo ou sutil!
Uma mancha de sanguee um chinelo havaianas caĂdo,solto no chĂŁo. Foi a primeira coisa que eu vi,antes mesmo de percebero
Ser mãeSer mãe é sersendo. É acordar sabendoque aquele serdependeinteiramentede você. Depende de vocêpara se acalmar,para se regular,para aprendera existir
Caro diário, Eu amo ser mãe, mas, às vezes, dói. Sinto-me frágil, perdida na idealização de que preciso estar sempre
Tem uma pergunta que volta e meia me atravessa:por que Ă© tĂŁo difĂcil? NĂŁo digo da maternidade em si –porque
Essa semana, levei minha filha caçula para uma consulta médica. Enquanto aguardava e deixava ela brincar com meus cabelos eu
No feriado de 1º de maio, o Instituto Mães que Escrevem (IMQE) marca presença na 2ª Feira do Livro da
diziam Ă ela que nĂŁo poderia,que tampouco saberiaque escrever bonito era coisa de gente sabida.a menina ouvia essas palavras doĂdas,mas
Canções para depois do silĂŞncioComeço uma cançãopara acordar os que ainda dormem.Pois hojeum novo corpo de mulherapareceu em meio Ă
Te escrevo essa cartaPara vc leia no futuroE saiba de tudo e todas as vezesQue eu aprendi com vc nesse
É… eu estou cansada. O problema é que eu não posso estar. Eu preciso dar conta de tudo.Da casa.Dos filhos.Do
Quem decide é o seu pai!Vou ver com meu marido e aà eu lhe aviso.Lá em casa não entra peixe,
Já passei por muitas coisas sozinha Mas a maternidade nossa, Adentra campos de solidão que ainda não conhecia Não existe
O tĂtulo de mĂŁe vem para somar e nĂŁo substituir o que fui e o que sou.
– A zamioculca é uma planta que gosta de sombra. Suas folhas, mais grossas do que as das outras plantas,
“Eu não posso acreditar nisso”, – Wemyly mastigou as palavras olhando para a cartela pequena de remédio, “eu não posso
Te escrevi um texto com meus cabelos, meus dedos estavam ocupados sendo ninho. Aprendi a ser corpo-ninho. Te aninhar virou