Mulheres-mães protagonistas da própria história

Viagem de avião com bebê pela primeira vez

Viagem de avião com bebê pela primeira vez

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Estava eu ainda na sala de cirurgia, logo após o nascimento da Eduarda, com a minha pequena nos braços pela primeira vez, quando meu marido teve a sua primeira conversa com a filha: “Vamos viajar pra João Pessoa?”.

Logo nos primeiros meses de vida da Eduarda meu marido já começou a planejar nossa viagem com nossa bebê para essa cidade que amamos tanto: João Pessoa, a capital da Paraíba. E lá fomos nós, quando a Eduarda estava com 7 meses.

Surgiram muitas dúvidas sobre qual seria a melhor forma de fazer essa viagem de avião, com o mínimo de estresse pra gente e para a bebê. Por isso, resolvi dividir aqui o que funcionou (e o que não funcionou) no nosso caso:

  • Transporte no canguru: tínhamos dúvidas sobre como transportar a Eduarda dentro do aeroporto e para entrar e sair do avião. Por isso, a minha dica número um é o canguru. Compramos aqueles bem confortáveis em que o bebê fica sentado, bem acomodado. Como ela já era mais grandinha, foi o tempo todo voltada pra frente, olhando o movimento. E ela adorou. Além de liberar os braços de quem a levava, deixou ela segura e menos estressada com a função toda. Na hora de subir e descer do avião (que teve que ser via escadas em vários momentos), o transporte no canguru foi fundamental. Teria sido muito mais complicado e perigoso levá-la no colo. Em alguns momentos, a Eduarda até dormiu no canguru. Sinal de que estava se sentindo bem confortável pertinho do peito do papai ou da mamãe.
  • Bebê conforto e carrinho: as companhias aéreas transportam sem custo 1 bebê conforto e 1 carrinho para bebês com até 2 anos de idade. No nosso caso, optamos por levar apenas o bebê conforto na viagem, pois era mais leve de carregar e também era necessário para transportar nossa bebê com segurança nos carros de aplicativo. E realmente foi bastante útil, pois além do transporte no carro, levamos a Eduarda para restaurantes e até mesmo para o café da manhã no hotel dentro do bebê conforto. Foi super útil.
  • Espaço nas poltronas: meu maior receio era a sensação de claustrofobia naquelas poltronas apertadas do avião, ainda mais com a Eduarda no colo. Então, na viagem de ida, optamos por adquirir as poltronas chamadas de “+Conforto”, que são aquelas que ficam nas cinco primeiras fileiras do avião. A atendente da Gol, na hora do check-in, nos deu a dica para comprarmos as poltronas das extremidades e deixarmos a do centro vaga, pois o avião não estava muito lotado e dificilmente alguém compraria a poltrona do nosso meio. Dito e feito. Acabamos ficando com as poltronas com mais espaço e uma sobrando no nosso meio, onde pude esticar as perninhas da minha bebê na hora de dormir e apoiar um travesseiro na hora de amamentar e fazê-la dormir.
  • Amamentar no subida e descida: essa dica minha pediatra deu e vi também em muitos blogs de mães. Não sei se a subida ou descida do avião incomodaram de alguma forma os ouvidos da Eduarda, mas, por via das dúvidas, ofereci o peito e ela mamou todas as vezes, sem reclamar.
  • Troca de fraldas dentro do avião: se a viagem não for muito longa e tiver conexões, tente trocar a fralda do seu bebê em solo. Esse foi um momento de estresse pra Eduarda. Eu precisei trocar a fralda dela em dois momentos dentro do avião e fui até o banheiro dos fundos, que conta com o trocador. Não é novidade que estes banheiros são super apertados e aí você tem que fazer uma ginástica para descartar a fralda suja, lavar as mãos, secar as mãos, descartar os lenços usados e, tudo isso, segurando a bebê em cima do trocador. Sem falar no cheiro desagradável em que normalmente se encontram esses banheiros sem janelas. Mas o pior mesmo pra Eduarda foi a batida da porta logo que entramos e a sensação de estar “dentro de uma caixa”. Ela realmente ficou assustada e começou a chorar, depois berrar, depois se desesperar! Tive que sair com ela e ir para a parte da frente do avião, embalando-a com todo carinho, para acalmá-la e fazê-la dormir. Achei que não valeu a pena a troca da fralda neste caso (era só xixi, e nem era tanto, mamãe).

Enfim, a viagem foi bem planejada e tudo correu bem. É verdade que a Eduarda é uma bebê muito calminha, e isso ajudou bastante. Mas se os pais estiverem tranquilos, o bebê também se sentirá mais seguro e tende a ficar mais calmo.

E você, está planejando a primeira viagem com seu bebê? Tem alguma história curiosa de viagens de avião com seus filhos? Conta pra mim como foi a experiência. Estou aqui para trocarmos experiências sobre essa viagem maravilhosa que é a maternidade.


Autora: Sandra Marcolin, 37 anos, mãe da Eduarda / Porto Alegre, RS, Instagram: @historia.singular.

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