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Eu lembro de estar sentada no chão do banheiro estudando porque, naquele momento, era a única parte do meu apartamento que estava silencioso (minha filha estava do lado de fora chorando por não querer dormir).

Lembro também de ler ou ter visto um vídeo sobre a história de uma mãe que precisava entrar no closet (guarda-roupa em inglês) pra estudar, porque era a única parte da casa onde ela iria teria paz. Acho que ela se graduou em Direito por Harvard ou outra instituição.

Não, eu e essa mãe que menciono acima, não somos “mães/mulheres guerreiras”, somos mulheres cansadas e exploradas por um sistema.

“Ah, mas então por que não param de estudar?” Porque este mesmo sistema que nos explora, irá fazer o mesmo com nossos filhos/as.

O ponto é tentar proporcionar um mínimo de dignidade humana que, infelizmente, no sistema em que vivemos, para se ter direitos humanos básicos, como dignidade humana, saneamento básico, alimentação de qualidade e onde viver, há que ter uma renda e privilégios socioeconômicos, como bem explicados anteriormente, pra que eles/as não sejam tão explorados/as e também por nossa realização sócio pessoal.

Além de mãe, ainda sou uma mulher com sonhos e planos a realizar, planos educacionais, profissionais e pessoais. A maternidade não deveria (infelizmente por vivermos em um sistema capitalista, nossas condições socioeconômicas influenciam muito nisso), influenciar nestes planos.

Estudar quando se é mulher é um ato político, ser mãe é um ato político. Que politizemos nossa empatia perante o cansaço de nossas mulheres e deixemos de romantizar o cansaço: Eu não sou uma mãe guerreira, eu sou uma mãe possível. (Possivelmente, hoje deu tudo certo, e assim seguimos).

Em conclusão, não mães: Tenham mais empatia pelas mulheres mães de nossa sociedade.
Mães: A gente faz o que é necessário. Hoje deu? Legal! Não rolou? Tudo certo! Seja a mãe possível.

Eu espero que hoje tenha dado certo, e se não amanhã é um novo dia, para uma nova possibilidade da mãe possível.

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