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O que é ser mãe? De um ponto de vista emocional uma das melhores coisas que pode ocorrer na vida de uma mulher (maternidade compulsória disse oi); Em um ponto de vista social, eu como indivíduo/mãe diria que é uma atividade não remunerada, extremamente desvalorizada e uma espécie de segregação social.

Bom, agora que temos uma certa definição do que é ser mãe (veja, mães são indivíduos, logo as definições podem alterar conforme o indivíduo, está é apenas minha definição baseada no meu contexto sócio econômico).

cidadão: Indivíduo que, por ser membro de um Estado, tem seus direitos civis e políticos garantidos, tendo de respeitar os deveres que lhe são conferidos.

Qual a relação entre mãe e cidadão? Mães são cidadãs, certo? Em tese, sim somos cidadãs. Porém, lembram que acima falamos sobre “segregação social”? Pois bem, nós mães somos segregadas socialmente, pois ao nos tornamos mães, certos espaços já não nos recebem mais, e não falo de restaurantes “Child Free” (que seria conversa para outra hora), mas de participações sociais em espaços de poder, tais como no legislativo, no ramo acadêmico, profissional e etc.

 Muitas mães se afastam de vários movimentos sociais, não por não quererem ser cidadãs ativas, mas por sentirem que já não pertencem mais aquele ambiente, tendo em vista apenas o fato de serem mães.

 A maternidade, pode sim ser algo magnífico, quando não imposta, quando a mulher decide querer ser mãe não por imposição social, porém, a maternidade é solitária, é segregacionista pois nos excluem do simples ato de exercemos nossa cidadania.

Quantas mulheres não são excluídas do mercado de trabalho por abdicarem tempo a serem mães? Quantas mulheres não são excluídas de reuniões sócio-políticas por não ser “um espaço pertinente a crianças” e mães não terem com quem deixar seus filhos? Quantas mães não são excluídas do ramo acadêmico pois as universidades não possuem creches?

Em inglês, há um termo “Second-Class Citizen” (cidadãos de segunda classe), que é quando diminuímos certos grupos de nossa sociedade, nós somos está segunda classe em nossa sociedade, uma classe diminuída e excluída.

Mães são cidadãs, ao invés de excluirmos vamos inclui-las, algumas mães não falam apenas sobre receitas veganas ou sobre produtos infantis (o que também não há problema algum), somos seres pensantes, nos deem espaço de fala para que possamos exercer nossa cidadania.

 Somos mães, somos cidadãs, existimos e resistiremos.

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