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Passado o turbilhão inicial da maternidade, a vontade de resgatar o lado profissional vem com tudo para muitas mulheres, mas a rotina de um trabalho tradicional em uma empresa muitas vezes não se encaixa mais no que ela deseja.

Essa vontade de fazer diferente, de ser uma pessoa mais realizada é algo que move muitas mulheres a abrir seu próprio negócio e começar a oferecer seu produto para o mundo. Além, é claro, da necessidade financeira e da falta de oportunidade no mercado de trabalho, que acabam acelerando ainda mais o processo de nascimento das empreendedoras mundo afora.

No meu caso, tudo começou com uma vontade imensa de ser mais feliz com meu trabalho e de não me submeter mais a situações desgastantes (para dizer o mínimo) nas empresas onde eu trabalhei antes do nascimento da Eduarda. Aí veio a pandemia, as entrevistas de emprego ficaram ainda mais raras e o que era um Plano B acabou virando meu Plano A.

E neste post, eu resolvi dividir com vocês os MEUS MITOS e VERDADES sobre o empreendedorismo materno, trazendo um pouco da minha realidade: mãe de uma bebê, trabalhando em casa, na pandemia e sem rede de apoio. Todas situações vividas por mim, o que, de forma alguma, significa que seja assim com todas as mães, combinado?

Mitos e verdades sobre empreendedorismo materno

  • O cuidado com o bebê te realiza tanto que você só empreendeu para ocupar um pouco a cabeça com outras coisas. MITO (Mesmo amando estar com o seu bebê, você não deixa de ter outros sonhos, projetos e interesses.)
  • Você se torna mais exigente sobre o que te realiza profissionalmente. O tempo dedicado ao trabalho tem que ser tão prazeroso quando o tempo com o seu bebê. VERDADE (A gente tem uma nova dimensão do que é ser feliz de verdade e não aceita menos do que isso, em qualquer aspecto da nossa vida.)
  • Não dá pra entregar um trabalho de qualidade, pois a rotina com o bebê atrapalha e o profissionalismo fica de lado. MITO (Quem é boa profissional, continua sendo boa após a maternidade – ou até melhor -, só precisa adaptar horários e ser organizada).
  • Muitas pessoas acham que você está acomodada, indo pelo caminho mais fácil. VERDADE (O povo adora apontar o dedo e julgar, e quando temos um bebê, isso fica ainda mais evidente).
  • Muitas pessoas admiram a sua coragem de dizer um NÃO (mesmo que momentâneo) ao que o mundo corporativo te oferece. VERDADE (Você acabará encontrando uma rede de pessoas que pode te ajudar e que vai te dar força. Não desista!)
  • Não ter uma rede de apoio é um enorme desafio e te desanima muitas vezes. VERDADE (com a pandemia, isso ficou ainda mais complicado, já que as avós estão isoladas, por isso é bom administrar as cobranças com você mesma e procurar fazer o que dá!)
  • Você não precisa ter uma rotina muito organizada, como quando trabalhava fora, pode ir fazendo as coisas no ritmo da criança que tudo dá certo no final. MITO (O bebê precisa de cuidados, mas você deve estabelecer uma rotina . Isso faz bem pra ele e pra você também)

Enfim, o empreendedorismo materno é um assunto que rende muita conversa, muitas boas histórias e muitos ensinamentos para todo mundo (não apenas para as mulheres). E meu objetivo aqui é apenas contribuir com um pedacinho de incentivo para essas guerreiras que muitas vezes se sentem só, sem chão e sem saída.

Meu recado para vocês é: vocês NÃO ESTÃO SOZINHAS! E nunca estarão.

É como eu disse, esses dias, para uma amiga empreendedora e mãe de dois: “Cada uma com suas lutas, suas dores, seus dilemas particulares, mas com muita coisa em comum, que nos une e nos fortalece!”.

Gostou da minha lista de mitos e verdades? Tem vivido um pouco disso também?

Divide comigo, e vamos trocar mais ideias sobre o tema.


Autora: Por Sandra Marcolin, 37 anos, mãe da Eduarda / Porto Alegre, RS. Instagram: @sandrammkt. Publicado originalmente aqui.

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