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Por: Veruska Schmidt – Mãe solo e Advogada

Eu passei boa parte da minha vida colocando o bem estar dos outros acima do meu.

Perseguida pela tão temida “culpa católica”, eu não me sentia no direito de reclamar de nada. Sempre que algo de ruim acontecia, eu lembrava de que havia alguém em situação muito pior que a minha e engolia.

Engolia a dor, engolia o choro… eu não tinha o direito!

Aos poucos as pessoas passaram a ver como era fácil conseguir as coisas de mim, bastava fazer com que eu me sentisse culpada por negar algo.

Foi ficando ainda mais grave quando eu mesma passei a não procurar entender quais eram as minhas próprias necessidades, procurando apenas identificar quais eram as necessidades do outro e buscar satisfazê-la.

Eu nunca soube direito qual era a minha comida favorita, o meu lugar favorito, o momento em que eu precisava ficar sozinha, a hora em que eu devia dizer não.

Os anos se passaram, me tornei adulta, e isso foi se tornando cada vez mais complicado. Submeti-me aos piores tipos de relacionamentos e nunca soube o que eu realmente queria e merecia.

Até que, no início desse ano, cheguei ao meu limite! Estava vivendo um momento muito triste, que me obrigou a tomar uma atitude por mim e, de repente, eu entrei em pane. Todo aquele circuito de culpa programada entrou em colapso.

Eu, tão acostumada a negar meu sofrimento e seguir adiante, fui obrigada a procurar ajuda.

Sim, foi um pouco tarde, mas antes tarde do que nunca! E hoje eu posso dizer que uma parte muito importante da minha vida começou após a terapia!

Hoje eu continuo defendendo a máxima de que “o meu direito termina quando o do outro começa”, porém hoje eu verdadeiramente reconheço os meus direitos.

Dizer “não” dói um bocado no início, mas aos poucos você entende a necessidade de dizê-lo.

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