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Hoje não estou para falar sobre minha história mas para ressaltar o quanto a saúde mental da mãe também importa. É triste o índice de mães de crianças neuroatípicas  que cometem suicídio e ainda assim são apontadas e julgadas. A sociedade está adoecida.

O sistema único de saúde (SUS) não tem suporte suficiente para dar apoio a tantas mães que sofrem com transtornos desenvolvidos após a maternidade ou até antes dela, e a grande maioria não tem condições de ter um acompanhamento particular. Eu mesma sofro de 3 transtornos diferentes, todo dia é uma batalha e a sobrecarga da maternidade já me fez pensar em desistir, já tentei várias vezes, mas sigo firme não desistindo, e é força que eu desejo a todas nós. 

Minha força hoje é a minha luta em prol do autismo, estudo para isso, trabalho com isso, meu sonho é chegar cada vez mais longe, ter voz e espaço, não só pelo meu filho, mas por todas mães que conheço e as que não conheço. Todas têm nome, são mulheres além de serem mães e isso é preciso ser notado também.

O Dia Mundial da Conscientização do Autismo é a data em que as ações devem se intensificar ainda mais. É um dia muito importante, causa muita movimentação e isso é ótimo. A partir das campanhas realizadas nessa data, muitas pessoas passam a ter mais conhecimento sobre o TEA.

Este dia representa a luta para conscientizar a população a respeito deste transtorno que ainda causa muita dúvida e preconceito. Ainda afirmo que um dia é muito pouco e que a luta precisa ser todos os dias.

Poder contar histórias de mães que quase nunca são ouvidas foi muito recompensador pra mim, ter este espaço para compartilhar isso é de uma grandiosidade enorme. O meu trabalho não para por aqui, minha meta é levar não só minha voz, não só minha história para o mundo mas contar a realidade de muitas outras mães e levá-las comigo também.

É preciso falar sobre autismo, é preciso falar sobre a inclusão, é preciso falar sobre a saúde mental das mães é preciso ter forças.

Dedico este texto a todas mães de crianças com autismo, todas vocês tem nome e sejam reconhecidas por isso. Nós somos além do autismo.


Leia todos os textos da série além do autismo, clicando aqui.

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