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Eu sou a típica mãe invisível.

Porque meu filho é portador de uma“doença invisível”, ele tem transtorno neurobiologico chamado de TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade), TOD (Transtorno Opositivo-Desafiador) e recém diagnósticado com autismo leve.

Há 8 meses, deixei a vida profissional para cuidar do meu filho. Ele tomava várias medicações psiquiátricas e agora faz tratamento multidisciplinar.

Estudou em 7 escolas, até que eu desisti de lutar contra o sistema da educação de inclusão que não existe. Passei a ensiná-lo em casa. Não sou profissional da educação. Tive que reaprender a viver e aprender a ser professora também.

Uso da educação não-violenta em casa respeitando os limites do meu filho e a condição que ele tem. Há 2 semanas, acabou o desmame das medicações porque quis ir contra a maré de psiquiatras que dizem que remédio é a única solução. Não é!

Hoje, as coisas caminham em casa e usei minha dor. Como eu sou moderadora de diversos grupos de mães com crianças com TOD, TDAH e autismo, dou ombro amigo, além de incentivar a educação não-violenta com uso de manejo.

Então, se tiver no grupo mães invisíveis como eu, pode me indicar  que converso com quem precisar de ajuda. Porque sabemos do preconceito de mãe negra, pobre. Sabemos da mãe solteira, da mãe homossexual, mas nós mães de crianças com transtorno, somos invisíveis. Não conseguimos escola, nossos filhos não são aceitos pela sociedade, nós não somos aceitas na família nem em lugar nenhum somos julgadas e criticadas a todo instante.

Escutamos sempre que quando a criança está em crise, é por falta de educação, falta de limite. Nossos filhos não sabem lidar com frustração. Não sabem ouvir não. Não tem inteligência emocional. E o pior, não tem um tratamento correto.

Nossos filhos ainda são ratos de laboratório. Engordam, desenvolvem mamas com os remédios, além e vários outros efeitos colaterais!

Bom, fica minha contribuição de mães que precisam de grupos específicos de outras mães que passam similar. Só me procurar grande beijo.

 

Autora:

Meu nome é Amanda, tenho 30 anos. Sou mãe em tempo integral do Lucas.

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