Mulheres-mães protagonistas da própria história

Mudanças de objetivos profissionais após a maternidade

Mudanças de objetivos profissionais após a maternidade

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O que te motiva a fazer um bom trabalho?

Por muito tempo, enquanto trabalhei no Marketing de grandes empresas de varejo, uma das coisas que me motivava era o reconhecimento das minhas lideranças.

Isso não era o mais importante pra mim, mas confesso que fazia diferença eu receber um “Parabéns!”, “Ótimo trabalho”, “A apresentação ficou linda”, “Você conduziu muito bem a reunião hoje” e todo este tipo de comentário que deveria ser rotina na vida de bons profissionais.

E quando eu digo que isso não era o mais importante, é porque antes vinham outras coisas:

  • A minha identificação com os projetos e com os valores da empresa;
  • Minha vontade de fazer algo relevante para o mundo;
  • Um futuro promissor, sendo respeitada por aquilo que eu fazia.

Só que aí venho a maturidade dos 30 e poucos anos, um novo desafio na liderança de uma equipe de Marketing em uma grande empresa e, por fim, a maternidade que chegou com tudo (e pra ficar) na minha vida.

Tudo isso fez com que, muito claramente, eu começasse a enxergar que ali (naquele tipo de emprego) não era o meu lugar.

Era um cargo de coordenação? Era. Tinha o desafio gratificante de liderar pessoas? Tinha. Estava agregando valor em meu currículo por causa do nome da empresa conhecido no mercado? Estava.

Mas um outro lado da balança da minha vida profissional começou a pesar conforme minha barriga crescia.

E as respostas para algumas perguntas que, por muito tempo, eu teimei em não enxergar, foram sendo jogadas na minha cara uma a uma com o passar dos dias:

Era um cargo de coordenação que me remunerava de maneira justa? Nem um pouco.

Eu tinha autonomia para ser a líder que minha equipe merecia ou era apenas o recheio de um sanduíche mal feito entre um chefe tóxico e uma equipe desmotivada? Eu era apenas o recheio e já estava azedando.

O “nome de peso” que a empresa estava agregando ao meu currículo compensava o vazio dos meus dias trabalhando para um propósito que não tinha nada a ver comigo, alimentando uma cultura da qual eu não queria fazer parte? Não compensava e o vazio só aumentava.

Mas as coisas não acontecem do dia pra noite e eu sei que, muitas vezes, a gente só dá valor quando perde, não é mesmo?

Mas este definitivamente não foi o meu caso. O tempo passou e hoje, desenvolvendo meu trabalho com a História Singular, enxergo nitidamente que as trocas que eu fiz só me fizeram bem.

Troquei os elogios forçados de um chefe pelos elogios emocionados e sinceros dos meus clientes.

Troquei um salário fixo no final do mês pela incerteza das próximas vendas, mas com a gestão financeira e as decisões do negócio em minhas mãos.

Continuo com minha capacidade de síntese de textos, mas ao invés de criar frases de SMS salvadoras para oferecer “vantagens exclusivas” que não convencem ninguém, hoje tenho que resumir uma crônica em uma apenas uma frase para estampar minhas canecas personalizadas. E adivinha em qual situação sou mais feliz?

Após o nascimento da minha filha, a Sandra profissional continua vivíssima, mas acabei dando muito mais valor para o meu tempo. Agora eu quero que cada minuto longe da minha filha, dedicado ao trabalho, seja por algo que valha a pena, algo com significado, com propósito, entende?

vejo com nitidez 3 coisas que realmente me deixam em paz com meu momento de mãe empreendedora, se reposicionando no mercado e que criou um produto um tanto quanto diferente:

  • no meu último emprego eu tinha que deixar minha espontaneidade guardada comportadamente do lado de fora do escritório todos os dias antes de começar a trabalhar. hoje me sinto livre para ser quem eu sou com o meu trabalho, na relação com meus clientes, com meus seguidores e realmente acredito no valor daquilo que eu estou entregando. isso é libertador e muito gratificante.
  • não acho que tudo no mundo corporativo é ruim, de maneira alguma. eu fui muito feliz e realizada em muitos momentos destes 15 anos atuando no mercado. tive ótimas líderes (mulheres inspiradoras) e conheci profissionais incríveis. mas com a maternidade, enxerguei que a vida que eu queria não se encaixava mais naquele mundo.
  • e algo que sempre me incomodou nas avaliações das empresas era aquele tipo de pergunta: “como você se imagina daqui a 5 anos?”. essa pergunta me paralisava e eu só conseguia pensar que queria continuar empregada, ganhando meu salário e fazendo bem meu trabalho. nunca me imaginei crescendo, virando uma grande executiva. penso que essa falta de visão, de ambição, tenha atrapalhado meu crescimento em alguns momentos.

Agora, pela primeira vez na vida eu consigo me projetar e me motivar verdadeiramente com as coisas que eu almejo para o meu futuro profissional, mesmo sendo num ramo inesperado para mim até pouco tempo: a escrita.

  • Quero escrever livros. tenho vontade de escrever histórias reais de mães empreendedoras e, talvez, algo misturando ficção e realidade, depois de ouvir tantas histórias de vida.
  • Me vejo dando palestras. gosto muito de falar em público e depois desta jornada como mãe empreendedora já me imagino contando minhas experiência por aí.
  • Também quero ajudar outras mães com mentorias e cursos para os seus pequenos negócios, aproveitando minha formação em administração, marketing, toda minha experiência no mundo corporativo e como empreendedora.
  • Quero também que minhas histórias cheguem muito longe e que eu receba encomendas de todos os cantos do brasil e do mundo. imagino minha agenda lotada e que as pessoas desejem muito ter uma história escrita por mim.
  • E vislumbro meu nome sendo reconhecido, com visibilidade. já me imagino dando entrevistas, sendo chamada para lives, contando as curiosidades do meu trabalho feito de tantas histórias e como tudo começou.

Alguém aí duvida que eu vou conseguir?

Sinceramente, esta é só uma provocação. o que importa mesmo é se eu acredito que irei conseguir. e esse acreditar eu venho alimentando todos os dias com meu trabalho e cada vez que recebo o olhar doce e sapeca da minha filha.

Gostou de saber mais sobre a virada da minha vida profissional? Quer me contar também a sua história?

Entre em contato pelas redes sociais e vamos conversar? 

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