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Quantas e quantas vezes não estamos pensando o que o mundo deve mudar, o que João deveria fazer em determinada situação, porque a Maria agiu dessa e não daquela forma.

Sempre temos resposta e solução para o problema dos outros.

Nossas línguas e dedos estão afiadíssimos, esperando um momento para dizer “você deveria (insira aqui o seu julgamento)”

Somos tão sábios quando se trata de resolver um problema que não passamos. Mas não conseguimos de fato fechar nossos olhos e visualizar o problema do outro e porquê ele age daquela forma.

Somos tão perfeitos quando apontamos o erro do outro. Mas não somos capazes de enxergar nosso próprio defeito, nem perceber que o que apontamos no outro tem alguma ressonância dentro de nós, muitas vezes escondida.

Somos tão altruístas quando queremos salvar o mundo. Mas não conseguimos dar bom dia ao vizinho ou as vezes não conseguimos compreender e aceitar aqueles com quem nos relacionamos cotidianamente.

Não damos passagem para o carro da frente.
Não cedemos o lugar quando avistamos algum idoso.
Não pedimos desculpas quando esbarramos em alguém.

Mas queremos um mundo melhor, paz mundial, felicidade reinando no planeta, relacionamentos duradouros e perfeitos.

Julgar os outros é muito fácil.
É muito fácil ver uma criança se jogando no chão aos berros e pensar “nossa, os pais não dão limites, daí faz isso né”.
É muito fácil apontar o erro alheio ou dizer “se eu fosse você teria feito (insira aqui a atitude perfeita que você tomaria numa situação pela qual você não passou)”

Difícil é ter amor, compreensão e empatia pelos outros enquanto seguimos com rigidez e constante vigilância de nossas próprias atitudes.

 

 

Autora: Fernanda Misumi.

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