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Não tinha a menor dúvida disso, eu queria ser mãe e queria uma maternidade leve, (Será isso possível?!) queria saber me divertir em cada etapa do maternado. Assistia documentários, lia livros, conversávamos com outros pais.

Claro que eu esperava enfrentar momentos difíceis , mas sempre me imaginava, tirando de letra cada etapa… Afinal lidar com crianças (de outras pessoas), era algo que eu fazia há muito tempo.

E embora a psicologia me trouxesse claramente, elementos e conhecimento, sobre cada fase que as crianças iriam passar, eu estava enganada, pois é no ato que venho compreendendo a dimensão ampla da maternidade.

Sua complexidade e sua singeleza, o que realmente é considerado alegria, em maternar, sem exageros, sem mesquinharia, o que tenho buscado é o equilíbrio…uffa! Mas não é fácil.

Um dos maiores impasses no processo de maternar, não é somente o fato de que, vamos aprendendo a lidar com nossos filhos e com todas a mudanças biológicas e psicológicas enquanto elas acontecem, a questão é ter que lidar com tudo isso, enquanto temos que lidar com as nossas emoções também. Se nós temos dificuldades em alguns momentos, imaginem os pequenos.

E claro o modo como fomos criados, impactam, em nossa forma de educar  nossos filhos, nossas lembranças de como fomos educados, o que queríamos repassar, ou o que não queríamos, e inconscientemente acabamos por repetir…

Para mim, o processo de análise, foi super importante, pois me permitiu  ressignificar várias questões, e me perceber nos processos. 

Espero continuar aberta para perceber em cada detalhe o que há de único nesse ato da maternidade.


Autora: Juliana Gomes Duarte de Carvalho, mãe de três crianças, psicóloga pós graduada em clínica Psicanalítica, atualmente em processo de transição e reinserção no mercado de trabalho, depois de 04 anos cuidando exclusivamente dos filhos.

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