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Seres humanos podem tomar ótimas decisões financeiras, pois temos um cérebro capaz de  racionalizar nossas decisões. Esse conceito é usado por inúmeras pessoas até hoje, mas não foi por acaso que nosso querido Hebert Simon, economista, começou as primeiras pesquisas a respeito da tomada de decisões e sua relação com o comportamento. Simon conquistou o prêmio Nobel de Economia em 1978. Seus estudos mostram que o comportamento humano influencia nas  nossas tomadas de decisões.

A cada dia que passa, o mundo fica cada vez com mais opções de produtos, ideias, tecnologias, serviços, enfim, temos muitas opções de escolha nos mais variados segmentos de produtos. 

E com isso vem a pergunta: como tomar decisões financeiras? Você se baseia em que para decidir se aquilo é bom ou ruim para si? Uma boa resposta seria: no custo de oportunidade do produto. Se o que ele te oferece tem qualidade, se você realmente precisa, se você pode comprar, se cabe no seu orçamento. Essas são algumas respostas comuns que, provavelmente, sua mente já havia pensado quando fiz essa pergunta. A verdade é que os estudos comportamentais da nossa querida economia nos mostram que não é bem assim. 

Fica cada vez mais evidente que as nossas decisões de consumo são baseadas na nossa cultura, no nosso meio, nas nossas crenças e paradigmas. Parece óbvio, mas não é. Da mesma forma que às vezes pensamos que é tão fácil acreditar que se apenas seguirmos o orçamento planejado que criamos, acreditar que nossas interpretações de mundo quando éramos bebezinhos interfere nas nossas escolhas de hoje, adultos, parece surreal. Mas eu acredito fortemente que faz sentido, ou seja, que funciona. E sabe o motivo? Bom, eu testei em mim e em diversas clientes. Fiz meu próprio laboratório, afinal, não me conformei apenas com a leitura de que isso podia funcionar, testei em mim e em várias clientes.

Com isso, ficou evidente que toda a educação que recebemos na infância interfere em nossas vidas, não só na área financeira, mas em todos os setores. E não é simplesmente a “educação” que recebemos, mas como a encaramos. Ou seja, que interpretações demos a determinado evento, essa é a chave. Todas essas interpretações que criamos definem a forma como vemos o dinheiro e quais são as nossas tomadas de decisões financeiras.

Então, quero te convidar para fazer uma viagem. Pegue uma folha de papel e uma caneta, sente-se em um local confortável, feche os olhos e comece a analisar como era a sua infância, o que você se recorda, como era a sua convivência com seus pais. Você julgava que eles gastavam demais, de menos, tinham controle das finanças, viviam endividados, tinham muita bonança, receberam uma herança, a vida era dura ou era abundante, perdeu tudo ou a abundância perpetuou? Tudo isso reflete na sua vida, positivamente ou negativamente. Tudo depende. 

Faça isso e depois comente o resultado.

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