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Educar é uma grande tarefa. Não é fácil e não é uma ciência exata. Exige muito de nós. O modelo de educação da criança é determinante desde sua infância até sua fase adulta. Ela interfere em seu desenvolvimento, suas habilidades, sua autoestima, empatia e em outras características tão importantes para o desenvolvimento do ser humano.

Nesse momento entra a educação positiva e como ela pode nos auxiliar nessa jornada. Mas, afinal, o que é uma educação postiva e respeitosa? Como ela nos ajuda? E por que é importante conhecê-la?

Quando falamos de educação positiva nos referimos à maneira de educar com base no respeito mútuo, na empatia, na correção de forma não-violenta e não-punitiva. A educação positiva tem como objetivo estimular a participação da criança e não simplesmente o cumprimento de regras, onde a colaboração é mais valorizada do que a obediência.

Portanto, nessa proposta temos a combinação de duas palavras que precisam andar juntas: firmeza e gentileza. Firmeza pois, as crianças precisam aprender sobre limites, regras e sobre o espaço do outro e gentileza, pois, devemos ensinar sem desrespeitar, seja na forma de falar, nas palavras ou nas ações que tomamos. 

Muitas pessoas equivocadamente associam uma educação não-punitiva (sem castigos e agressões) à permissividade. Muitos acreditam que não bater significa deixar a criança fazer o que ela bem quiser, mas não. Quando falamos em gentileza e firmeza é porque quando somos gentis respeitamos a criança. Quando somos firmes estamos respeitando a nós mesmas enquanto mães. 

Como começar a praticar a educação positiva?

De início, precisamos refletir sobre alguns pontos e sobre como nós agimos. Por exemplo, é importante questionar: Por que as pessoas abominam agressão contra adultos, mas acham normal agredir uma criança quando ela não se comporta da maneira que esperamos?

É preciso lembrar que crianças são fisicamente inferiores a um adulto e ainda estão aprendendo a viver. Uma das respostas é que nós reproduzimos o modelo de educação que aprendemos ou que fomos ensinados e isso faz parte, é normal, mas hoje são outros tempos e temos a oportunidade de reaprender e a melhorar nossas relações com nossos filhos.

 Inclusive, quando educamos nossos filhos de maneira empática, passamos muitas vezes a compreender os motivos de algumas atitudes deles, porque uma birra nos tira tanto do sério. Assim, percebemos que educar filhos fala mais sobre educar a nós mesmos do que propriamente as criancas.

Até porque uma ferramenta imprescindível é o autocontrole, que nos impede de se descontrolar e gritar ou até mesmo bater. Lembre-se a partir de agora nosso foco é na solução dos problemas, no aprendizado, em ensinar a criança como solucionar o problema de acordo com sua faixa etária. E não na atribuição da culpa ou de imposição de uma punição, pois como dizia Dra. Jane Nelsen “De onde tiramos a ideia absurda, de que para fazer uma criança agir melhor, precisamos fazê-la se sentir pior?”.

Vale ressaltar que a educação não é uma receita de bolo, e nem mesmo vai mudar de um dia pro outro a nossa vida. É um processo. Mas pequenos gestos, passos e ações são ferramentas que podem transformar as relações entre pais e filhos e tornar, no futuro, adultos mais saudáveis emocionalmente. 

Portanto, não se desespere: todas nós estamos aprendendo! Viva um dia de cada vez.

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