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Tantas vezes eu me senti insegura em fazer “assim ou assado”! Participava daqueles fóruns de mães e me sentia uma carrasca de mim mesma. Às vezes, uma pergunta ou outra me lembrava que eu não estava só em minhas menores dúvidas. 

Por muitas vezes, me achei sem condições de maternar, principalmente nas primeiras semanas após a volta da maternidade. Muitas pessoas (e as mais queridas) me diziam que estava tudo bem! Mas a gente precisa tornar essa experiência leve de dentro para fora, e isso, não é algo instantâneo. 

Precisar de tempo e de pessoas que a apoiem é algo que a gente deve enfatizar com as mulheres prestes a serem mães e com todas as mulheres! Sejamos apoio e ouvido acolhedor umas às outras.

Deixemos que elas, as mulheres ao nosso redor possam encontrar em nós um ‘respiro’ frente aos discursos do que DEVE SER a maternidade, do que temos que fazer – senão não seremos boas mães – essas pretensas verdades massacram muitas de nós e nos fazem olhar para nós mesmas com uma crueldade que nem a pessoa que se considera nossa pior inimiga seria capaz!

Gente, é nesse sentido que digo que ser mulher é um ato político. Maternar é político e quanto mais entendermos isso de forma a compreender que cada uma, a seu modo, exerce esse caminho de forma própria, mais vamos poder fortalecer e marcar nossa existência como mulheres e tudo o que escolhermos ser. 

Quando uma mãe lhe fala de seu projeto, de um negócio próprio, apoie. Quando ela diz que vai tentar aprovação numa pós de mestrado/doutorado vibre com ela e celebre a força de fazer aquilo apesar de tudo que vier para impedi-la.

Comentários como: “e o seu filho?” São limitantes e digo porquê: se ela quer fazer real o seu projeto novo tenha certeza que ela  foi a PRIMEIRA a se perguntar sobre as condições para que aconteça da melhor forma. Perguntar isso pode ser um balde de água fria para muitas de nós, sim. 

Carlos Drummond escreveu que havia uma pedra no meio do caminho. E que no meio do caminho havia uma pedra. Pois bem: Há uma mulher no meio do caminho da existência e na existência humana há várias, milhares e milhões de mulheres. 

Apoie a elas e seja uma das que escuta a outra de forma a acolher o que ela tiver a dizer. Às vezes, a gente só precisa de quem segura a nossa mão com o ouvido!

Janeiro de um novo ano está aí e quero dizer uma última coisa: a saúde mental das mulheres mães importa! Não negligencie a sua saúde mental. E apoie iniciativas que se propõem a ajudar outras de nós!

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