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Tenho trabalhado junto com o marido para que meu filho não fique sem conhecimento e possa se desenvolver nos aspectos que tangem sua leitura e escrita. Este tem sido um desafio diário pelo fato de sermos cegos e termos que contar com a ajuda de outras pessoas para verificarem o que ele escreveu.

Porém, os resultados que temos colhido são maravilhosos. Ele está aprendendo através de exemplos simples a escrever algumas palavrinhas.

Mas antes de chegarmos nelas, passamos por algumas etapas: Ele tem o alfabeto em madeira e para que ele possa decorar o formato das letras (as pedagogas que me perdoem se não for esse o termo), ele as contorna várias vezes para que depois consiga escrevê-las à mão livre.

E então, eu passo a ditar para ele a palavra em questão (curta porque ele está aprendendo) e esse “ditado” é feito de forma soletrada. Assim ele coloca as letras no papel, e depois lê o que escreveu, e eu falo palavra: D A D O e ele escreve: DADO.

Temos seguido dessa forma e espero que até o fim do ano ele esteja escrevendo mais e mais palavrinhas e que nós possamos continuar nessa empreitada fazendo uso da nossa empatia e paciência porque é assim que chegaremos longe.

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