Coluna – A criança que habita em mim

A child playfully raises a yellow paper plane against a lush green background.

A criança que habita em mim ainda sofre com a solidão da falta de um colo de mãe.

O luto é uma ferida que não cicatriza, passe o tempo que passar.

A criança que habita em mim não aprendeu a ser indiferente ao desprezo e à rejeição, embora tenha sobrevivido a tantas atrocidades ao longo de quase trinta anos, em todo tipo de relacionamento.

A criança que habita em mim não teve voz, nem atenção, nem o cuidado de que precisava.

A criança que habita em mim está aprendendo agora o que é família, pois se tornou mãe e quer ressignificar a FAMÍLIA de onde veio e quebrar padrões. 

A criança que habita em mim já não força mais vínculos, seja com quem for.

A criança que habita em mim entendeu o sentido da frase: “A infância é um chão que a gente pisa a vida inteira”, e tornou-se a mulher, mãe e ser humano que precisava ter por perto.

Ainda não posso dizer que a criança que fui teria orgulho da mulher que me tornei, mas, quem sabe, tenha orgulho da minha resiliência para me manter de pé até hoje.

Abraço a minha criança interior, deixo para trás o que me impede de evoluir e dou um novo significado para o que não vivi enquanto criança.

Escolho ser a mãe e a mulher que precisei ter por perto, quebro o ciclo para que a criança que eu gerei não precise se curar na vida adulta.

Para você que é mãe ou deseja se tornar uma:

Haverá erros na maternidade. Vamos conviver muitas vezes com a culpa, mas só o fato de nos importarmos e buscarmos corrigir já faz de nós uma boa mãe.

Abrace e acolha a sua criança interior.

Neste mês de Outubro, não se preocupe em dar presentes caros. Esteja presente de corpo e alma. Isso é o que realmente importa para uma criança.

Autor

  • Daisy Scartezini

    Sou Daisy Scartezini, iniciei minha carreira na escrita como redatora de projetos de inovação na Fermento Inovação, mãe da Zayla Eva, de 2 anos e 10 meses, esposa e agora voluntária da Revista Mães que Escrevem. Meu amor pela escrita surgiu logo após a alfabetização. Costumo dizer que amo desenhar as palavras, elas transcrevem o meu ser.

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