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Dizem que mãe tem cheiro. De macarronada, de feijoada, de galinhada, de avental sujo de ovo, e por aí vai.

Eu não sei de nada. Minha mãe não gostava de cozinhar, mas cozinhava.

Talvez, um dos cheiros que tenha ficado e fincado na minha memória, tenha sido um aroma de canela. Chá de canela. Quente ou gelado. A arte culinária dominada por minha mãe.

E voltando ao cheiro, minha mãe tinha cheiro de alfazema. 

Sim. Jamais vou esquecer. Um frasco grande com estampas da planta, que era só abrir.

Passar nas mãos, e dá licença, que eu passava a minha alfazema no corpo inteiro, até perto do meu ponto G.

Atualmente, há no mercado, diversos tipos de perfumes com um monte de aromas. Florais, secos, doces, “Aroma de alfazema”. Mas eu só gostaria de sentir hoje, o cheiro de alfazema que minha mãe comprava, colocava o frasco na penteadeira, toucador…

Tanta dor espalhada no meio do caminho. 

E eu? Querendo minha Alfazema. Alfazema que a minha mãe sempre tinha na pele dela. Mas… 

Juro que eu faria um empréstimo no banco (?) pra comprar vários frascos de Alfazemas bem grandes, que é pra ver se eu tenho sorte, de resgatar tal cidadania. 

A companhia de mãe é uma parceria sem fraude. Sem golpes. É poder de mulher. Direito Talvez possível. 

Conquista de filha usar o que quiser, cheiro de alfazema, queremos. 

Desejo por perfume de alfazema. (Insisto)

Foi por causa desse cheirinho gostoso que eu jamais vou esquecer minha mãe.

Por isso, eu sou tarada em perfumes.

Vão-se as mães e ficam seus cheiros.


Autora: Sandra Lucia Modesto. Professora aposentada. Jornalista profissional. Autora do livro: ACENDA A LUZ- EDITORA KAZUÁ – São Paulo.

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