Poesia | Por um tempo, tentei me enquadrar…
Por um tempo, tentei me enquadrar.Jogar o jogo, dançar a dança.Ainda tento, confesso.No fundo, eu preciso Ă© me encontrar.Saber quem […]
Por um tempo, tentei me enquadrar.Jogar o jogo, dançar a dança.Ainda tento, confesso.No fundo, eu preciso Ă© me encontrar.Saber quem […]
Quando estiver cansada, possa descansar. Sem culpas.Quando nĂŁo quiser ficar, que possa ir. E, se optar por ficar, que isso
Lembro vagamente, mas parece que havia um fogĂŁo a lenha dentro da cozinha, depois um outro no quintal de baixo…
Nunca fui malcriada, E sim mal compreendida.Nunca fui bicho do mato, Eu sempre fui autista. Sem contato visual,Dificuldade de interação.Isso sempre foi
No reflexo brilhante da tela, vejo meu filho.Seus olhos, tĂŁo curiosos, exploram o universo digital com a naturalidade de quem
Aqui estĂŁo eles Os filhos encarcerados Das mulheres pobres Rotulados de menores infratores Corpos pobres excluĂdos Do seu Ser, dos
Ela, a namorada, a esposa, a companheira, a irmĂŁ…Ela nĂŁo Ă© louca!!! ela nĂŁo Ă© louca!!! ela nĂŁo Ă© louca…!!!NĂŁo lhe deem apelidos
Vaza leite por cima Vaza sangue por baixo Vazam lágrimas repentinas E ainda tem tanto represado Tento externar em poesia
Para algumas mulheres,a maternidade inicia,e assim foi pra mim,ainda no mundo da fantasia. Tudo vem Ă mente,assim como num sonho,com
A obrigação é a ausência do sentir, sigo sozinha Córpus em extensão do mesmo, partilham das mesmas marcas, colocadas lá
Esse corpo de mulher preta Ă© meuNĂŁo Ă© nenhum objetode obscenos desejos secretos. Esse corpo de mulher preta Ă© meuNĂŁo
PretaPreta sim! Tenho muito orgulho de mimNasce na terra Eu sou uma flor Minha luz desceu de Marte Eu sou
Onde estámeu coração? Tá no lar,pra ficar. Diamante,vibrante,pulsação. Onde estámeu coração. Tá cápode chegar. Riso,abraço,emoção. ValquĂria CarboniĂ©ri – Colunista da
Aquela criança ainda lia muito pouco Não tinha o conhecimento da polissemia das palavras Mas ficara encantada e curiosa. Como
Na favela vela.O filho que desviou O filho que roubouO filho que furtouO filho que fumouO filho que traficou O filhou
VocĂŞ chegou comouma pequena bagagem,para uma mĂŁede primeira viagem. Um embrulhinho quedecidiu sair para o mundo,trazendo Ă tonameu sentimento mais
Alguém morreu ontem Foi uma despedida nada comovida Gritos e desesperos Agressividade misturada com desejos O orgulho de quem deu
Talvez a maternidade seja isso Um exercĂcio de bordar flores Vai e vem de linha e agulha Aquele ponto que
A noite se encheu de estrelas mortas,estrelas de sombra,filhas, netas, bisnetas de meus antepassados;esposas de Deus, amantes de Maria,penetradas e
Do meu seio fora feito alimentoSinto-me nutrirSou banquete de alma cheiaMesa posta atrás da roupaJorro leiteE afeto… Por Tâmara Ferreira
Setembro chega e nos despertaPara causas relevantesacende o pisca-alertaNĂŁo feche os olhos, nĂŁo se enganeFique de corpo e alma aberta Setembro Amarelo chama a
Ser mĂŁe, nĂŁo tem jeito certo.NĂŁo se define pela criação.Pode ser mĂŁe de filhos legĂtimos ou filhos de coração. Ser
Há poesia na vida,Quero crer.Há poesia na vida,Hei de ver. E de tanto querer vê-la,Descubro-a nascerDe uma crisálida amarela,No umbral
O amor atrás do umbigo causa Me peguei olhando em meus olhos Me assustei Eu não faço muito, nem fico
Escutei ruĂdo de tiros ao longe e olhei assustada… NĂŁo, nĂŁo eram tiros apenas, mamonas ao sol espalhando suas sementes
Todo dia as 5:30 da manhĂŁ o despertador toca Enrolo na cama de um lado pro outro, mas a realidade
Culpada por comerTambém culpada por ficar em jejumCulpada por tomar águaTambém culpada pela desidrataçãoCulpada pelo chorar e pela apatiaCulpada por
Escolhi o AmorCom a maternidade, eu aprendiQue surpresas são bem-vindasAprendizados e obstáculosQue vou driblando a cada diaSer mãe é algo
Ă tu, minha filhaque por maldição de Evanascente Mulher:desejo coragempara lutar as batalhasque te esperamdesejo forçapara suportar o sĂtio, o