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Há quase 20 anos exercendo o ofício e não aprendi tudo que preciso. Todos os dias, uma nova informação ou notificação de algo está sendo feito errado, dada pelos outros ou por mim mesma após momentos de reflexão. 

Duas décadas é muito tempo e devia ser sinônimo de amadurecimento pleno, porém com tantos fatores que envolvem esta profissão é difícil ser plena.

A profissão em questão é muito prestigiada e em torno dela criam até um encantamento, com analogias sagradas. Dizem que é um dom já trazido no gene, como algo inato. Por muito tempo, eu acreditei que fosse algo natural e, portanto, não havia dificuldade em manejar os trabalhos. Um equívoco, claro! O banco da escola é imprescindível.

Desempenhar a carreira é mais difícil quando não há uma equipe e sim uma empresa formada por uma pessoa só, incumbida de transitar por todos os setores: financeiro, logístico, material, administrativo, gerencial, etc. E em meio a tudo isso, há o âmbito emocional, a saúde mental, tanto de quem fornece o serviço, quanto de quem recebe.

Os erros explodem nas mídias, os acertos aparecem como nota de rodapé, tímidos. O profissional acolhe os infortúnios da profissão, sabe que não existe bônus, sem ônus. Sabe que as frustrações vão sempre existir e precisa aprender a lidar com a falta de reconhecimento. E esse talvez seja o pior de tudo no percurso laboral. Traz desânimo. Porém, ainda sim, o desânimo encontra força na paixão pela profissão.

Nessa profissão não há aposentadoria e nem só alegria.  Há trabalho duro, dedicação, frustração, enganos. Em cada nível da carreira, um desafio maior que outro. É uma lida intensa! Feliz daquelas em que todo percurso foi só magia, pois das mães que conheço, bem reais, todas passaram por momentos difíceis. No trabalho de maternar, não há formação inicial, só a continuada, acrescida do desejo genuíno de sempre acertar.


Autora: Jheime Sousa, Mãe, Feminista, Professora, Especialista em Educação em Direitos Humanos, Metra em Educação. Insta @Jheipoesias Facebook: Jheime Matos.

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