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Quando você vir uma mulher na praia, não fique a julgar se ela tem um corpo magro, gordo ou forte. Se ela tem estrias, celulites, cicatrizes, tatuagens demais ou de menos.

Não fique a julgar se o “adequado” seria um biquíni maior, menor, ou um maiô. Para esconder ou “valorizar”  o corpo que ela tem.

Homem barrigudo é aceitável. Homem grisalho é charmoso.  E mulher continua sendo colocada numa prateleira, como um produto de beleza para o outro.

Numa escravidão sem fim, retroalimentada pelas próprias mulheres. Somos objetificadas o tempo inteiro, impedidas de vivermos nossa própria natureza cíclica e real.

Quando você vir uma mulher na praia, observe a alegria que ela emana sendo ela mesma. A liberdade que ela possui em SER FELIZ como ela está. A veja brilhar.

Quando ouço: “nossa, essa pessoa não tem noção”, eu digo: “não, ela não tem, ela tem amor próprio”. E isso ninguém consegue em academia, nem com dietas, ou com procedimentos cirúrgicos. Isso é produto de uma relação saudável consigo mesma.

Não estou dizendo que é “errado” cuidar do corpo e querer ter um resultado estratégico, não é isso! Mas se fizer, faça por você e não para estar “ bem” aos olhos dos outros.

Já vi muita mulher deixar de sair, de ir à praia, de se esconder em cangas e toalhas, porque o corpo não estava “em forma”. Este é o problema, criaram uma forma ou melhor dizendo, uma “forma” para a mulher. E mulher não existe pra caber em “formas”, assim, ela murcha, ela adoece.

Independência é ser livre pra ser você.  É viver com um corpo real, com uma alma livre e um coração em paz!

Vamos olhar para o machismo implantado em nós. Não viemos pra competir, viemos  pra ser felizes e livres. Não há formas e formas para aquelas que são em si, a própria criação da vida. 

Pela minha, pela sua, pela nossa independência. 


Autora: Selma Sales | @selmasales_psicoterapeuta

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