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Sermos nós mesmos faz com que nos exilemos de muitos outros; no entanto, concordar com que os outros querem faz com que nos exilemos de nós mesmos.” Clarissa Pinkola Estés

Estamos vivendo novos tempos. O feminismo nos ajuda a entender que as mulheres estão sujeitas a sistemas de opressão que dizem que elas devem ser mães, estar sempre arrumadas, que corpos devem ter, que devem ser contidas, segregadas e inimigas. Cresci ouvindo a frase “homem é que sabe ser amigo”. A frase foi modificada e atualmente é “melhor amigo é o amigo gay”.

Isso tudo porque se nos juntarmos somos muito mais poderosas. Não é preciso parir para ter a força do nascimento dentro de si. A força de renascer está ali desde sempre. É nosso superpoder.

Os tempos atuais trazem mulheres que se conhecem, que descobrem seus desejos, que não aceitam menos do que merecem, que mostram seus corpos, sem necessariamente estarem a procura de um macho ou de uma fêmea.

Apenas entenderam que podem mostrarem-se, como os homens fazem há séculos. Descobriram pole dance, a dança do ventre, a masturbação, os rituais da menstruação, o parto natural, entre outras coisas. Partilham histórias de dor e alegria e assim crescem, aprendem.

Mulheres assim não se ajustam ao status quo. Elas questionam, transgridem, assumem suas condições. Mas pagam o preço. E qual seria esse preço?

A construção de fogueiras simbólicas. O que seria isso? Essas mulheres, em geral, são taxadas de putas, mal amadas, mulheres que tem ódio dos homens. São desqualificadas por não desejarem ser mães ou não permitir a submissão a relacionamentos abusivos.

O que elas são: mulheres afrontosas, debochadas, cantoras, artistas, poetas, pole dancers, burlescas e tantas outras.

Como saímos dessa fogueira? Partilhando histórias, estando juntas, sendo afetuosas também entre nós, amando, se apaixonando pela vida. Vale a pena!

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