A criança que habita em mim ainda sofre com a solidão da falta de um colo de mãe.
O luto é uma ferida que não cicatriza, passe o tempo que passar.
A criança que habita em mim não aprendeu a ser indiferente ao desprezo e à rejeição, embora tenha sobrevivido a tantas atrocidades ao longo de quase trinta anos, em todo tipo de relacionamento.
A criança que habita em mim não teve voz, nem atenção, nem o cuidado de que precisava.
A criança que habita em mim está aprendendo agora o que é família, pois se tornou mãe e quer ressignificar a FAMÍLIA de onde veio e quebrar padrões.
A criança que habita em mim já não força mais vínculos, seja com quem for.
A criança que habita em mim entendeu o sentido da frase: “A infância é um chão que a gente pisa a vida inteira”, e tornou-se a mulher, mãe e ser humano que precisava ter por perto.
Ainda não posso dizer que a criança que fui teria orgulho da mulher que me tornei, mas, quem sabe, tenha orgulho da minha resiliência para me manter de pé até hoje.
Abraço a minha criança interior, deixo para trás o que me impede de evoluir e dou um novo significado para o que não vivi enquanto criança.
Escolho ser a mãe e a mulher que precisei ter por perto, quebro o ciclo para que a criança que eu gerei não precise se curar na vida adulta.
Para você que é mãe ou deseja se tornar uma:
Haverá erros na maternidade. Vamos conviver muitas vezes com a culpa, mas só o fato de nos importarmos e buscarmos corrigir já faz de nós uma boa mãe.
Abrace e acolha a sua criança interior.
Neste mês de Outubro, não se preocupe em dar presentes caros. Esteja presente de corpo e alma. Isso é o que realmente importa para uma criança.





