Carrego na carne, na mente e na alma.
Uma dor tão profunda que não deveria sentir.
Lamento sempre, a cada instante, os doces momentos
Perdidos e negados a ti.
A cor da minha culpa é rosa avermelhado.
Meus seios, fartos de leite, sangraram.
A dor de amamentar, com o peito rachado, era imensa.
Tive que parar por alguns dias — e o leite secou.
Era meu dever suportar a dor excruciante.
Rasgar minha carne e te alimentar, mas
Nascestes de uma mãe tão covarde que
A ternura desse vínculo, você não pode mais sentir.
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Autora: Renata de Andrade / @meumundodes_interessante





