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E eu, tola e sonhadora, que desejava uma casinha aconchegante, pra dividir com o amor da vida e uma criança.
E eu, tola e sonhadora, que buscava reciprocidade em um pote repleto de ilusões.
Eu, que nunca pensei amar, conjuguei o amor todos os tempos verbais possíveis.
E que sempre muito quis, hoje, pouco desejo – Quem sabe uma casinha, pra dividir com o amor da vida e uma criança.
Eu, tola, sonhadora e iludida… sempre menosprezando o que sou e fui, sem ao menos felicitar as mudanças que carreguei e causei.
Eu, que tão ingênua, carreguei dentro de mim a vida, chorei sangue e amei em intensidades imensuráveis.
Busquei, tateei e ouvi – no escuro – resquícios de esperança e encontrei na luz do sol, a tristeza e a depressão.
E dentro do peito, cavei o perdão.
Eu, tola e sonhadora, sempre sonhando, querendo e perdendo. Presa no constante paradoxo de ganhar um sorriso e perder uma lágrima.
Com a maravilhosa dor de sentir, e com a triste sensação da dor. Sempre presa na imensidão de mim e do amor.
E eu, que gostava tanto de você, e que antes, tola, agora, dona de mim!

Autora: Mirela Amorim – @milamoras_

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