Parir voz; a maternidade é construção, não instinto
Você não nasceu mãe. Está se tornando. E essa é uma revolução que ninguém vê, mas que move o mundo
Você não nasceu mãe. Está se tornando. E essa é uma revolução que ninguém vê, mas que move o mundo
Ser mĂŁe Ă© uma das experiĂŞncias mais desafiadoras e transformadoras que existe.
Filho querido, essa Ă© a histĂłria de sua vida. Uma histĂłria de descobertas, de conexĂŁo, de dor, mas sobretudo, de muito amor. VocĂŞ foi um bebĂŞ que a partir da descoberta da sua existĂŞncia, foi muito querido e amado.
Vendo a infância de meus filhos, observei através deles como é a criação divina, como é o pensamento inocente, o vislumbre através de um olhar que vê algo extraordinário pela primeira vez.
Na noite anterior ao apavorante ultrassom morfológico, fui a um show de tributo à Nina Simone. Sempre que escuto suas músicas sou atravessada por uma infinidade de sentimentos, como se ouvisse um rádio cuja frequência traz diversas oscilações. Ambi. Valentes.
Você chegou em uma manhã fria. Um sol de inverno se anunciava no céu, mas pouco esquentava os corpos que andavam lá fora, recebendo o vento cortante e frio.
Acordei perto do meio-dia. Sensação de inchaço no corpo, sinal da menstruação que deve se achegar nos próximos dias, afinal,
Talvez o especial de Ser MĂŁe esteja justamente no desafio de saber-se com falhas e, ainda assim, seguir tentando.
Durante a gravidez, parece que o corpo da mulher passa a ser visto como um bem coletivo. De repente, todos
Este relato é uma escrevivência, no sentido proposto por Conceição Evaristo (2019): uma escrita que emerge da carne, da memória e das dores que marcam a existência da mulher negra.
E, por trás da imagem doce e maternal que projetavam sobre mim, havia uma mulher cansada, perdida, triste, que encarava seu reflexo no espelho todas as manhãs e não se reconhecia.
Eu Primeiro: Quando as palavras me conduzem, Mariana Ferreira – @mariana.literal “Eu primeiro”: quando escrever Ă© sobreviver Essa semana, li
Lemos muito, estudamos muito, ouvimos muito — ou seja, muita informação ocupa a nossa mente (sobrecarga materna, é você?)
Entre olhares da sociedade, uma criança atĂpica cresce e uma mĂŁe desaparece.
Quando uma criança vem ao mundo é como se todos estivessem prontos para recebê-la, porém a tarefa de ser mãe nem sempre consegue ser incorporada por completo por aquela pessoa que a gerou.
No primeiro dia de Mestrado, na roda de apresentação, falei da minha história e que, provavelmente, iria defender a dissertação com meu filho nos braços. Emoção!
Minha filha, com seus dois anos, já me ensinou mais sobre mim do que todas as minhas experiências anteriores.
Muitos não contam, mas viver é um eterno ciclo de começar e encerrar pactos.
Os encantos da maternidade levaram a um insano equilĂbrio entre o caos e a plenitude.
Ser mĂŁe Ă© um mar de sentimentos contraditĂłrios e ambĂguos. É ser a fortaleza que tambĂ©m precisa de colo.
Carta à criança que fui Escrevo para a criança que fui,como quem estende um abraçoque o tempo negou. Perdão por
Mas eu queria mesmo era esbravejar um: sua fala Ă© muito capacitista.
“Descansa no Senhor” — é o que dizem. Mas e quando o descanso do corpo é mais urgente que o
Ser mĂŁe nunca foi um fim em si mesmo, mas o meio do meu caminho e da minha histĂłria de mulher, que ainda tem muito para contar.
Não existe guerreira… existe é sobrecarga.
Construir bases sólidas para a preparação psicológica de um jovem demanda tempo, não acontece de uma hora para a outra.
A união cria um movimento capaz de sensibilizar, pressionar e transformar mesmo as estruturas translúcidas mais resistentes!
Essa Ă© uma questĂŁo que aparece com frequĂŞncia nos atendimentos com mĂŁes. Muitas mulheres chegam trazendo angĂşstias ligadas ao medo
NĂŁo existe mĂŁe perfeita, existe a mĂŁe possĂvel.
Nesse entrelaçar de amor e exaustão, de doação e desamparo, entre o grito dado e o grito contido, minhas sombras — e aquilo que ainda não encontrou voz, nem cura — surgem, cruas, bem diante dos meus olhos.