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Eu não sei dizer em que momento da gestação a ficha caiu e eu realmente percebi que dentro de mim crescia uma vida, só sei que tive medo, muito medo.

Chorei por dias, desenvolvi ansiedade, o medo do parto me consumia, não consegui curtir o presente, não via a hora de tudo acabar, porém, ao mesmo tempo, não queria que esse momento chegasse.

Sempre achei que estava pronta, até que o meu psicológico, que era a única coisa que eu achei que não interferiria, me derrubou, mas a verdade, é que absolutamente ninguém está pronto para ser responsável pela vida de um bebê que depende 100% de você dentro e fora da barriga.

Mesmo depois de ter um serzinho tão pequeno em meus braços, que me olhava com olhos arregalados de quem estava pronto pra conhecer o mundo, eu me culpei.

Como pude por algum momento me sentir triste ao te carregar?

Certo dia alguém me disse que quando nasce uma mãe, nasce uma culpa, e eu só consigo pensar o quanto isso é verdadeiro.

Eu me culpei na gravidez por não estar completamente feliz em estar vivendo meu sonho de ser mãe, me culpei por ter escolhido a cesárea, me culpei por não notar a falta de ganho de peso dele, me culpei por não conseguir manter exclusivamente o peito na amamentação, me culpei, me culpei, me culpo…

Eu me questiono diariamente sobre tudo: minha posição como mãe, como filha e até mesmo como esposa. Durmo e acordo pensando se estou fazendo certo ou o suficiente.

Há vezes em que as lágrimas de felicidade, dúvida e medo, rolam pelo rosto em um único dia. Ser mãe mudou a minha vida, a minha rotina, me mostrou o quanto posso ser corajosa.

Minha única certeza é que o meu amor é incondicional, que estou fazendo o meu melhor e que ser sua mãe, Pedro, é uma dádiva.


Por: Bruna Monney Araújo – @brunamonney.

Texto revisado por Vanessa Menegueci.

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