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A possibilidade de volta às aulas presenciais tem conseguido acrescentar ainda mais dúvidas na vida das mães de crianças em idade escolar. Num contexto onde não é fácil identificar os fundamentos científicos que regem a reabertura dos colégios, a opção de enviar ou não seus filhos de volta para aulas presenciais parece depender, principalmente, do ponto de vista de cada um.

Por um lado, as famílias em que os adultos já retornaram ao trabalho presencial (ou nunca interromperam) parecem vivenciar uma sensação de segurança atrelada ao chamado “novo normal”. É natural e saudável que se sintam assim.

Numa realidade em que sair de casa é uma rotina inevitável, conviver diariamente com um medo enorme de uma contaminação não me parece ser compatível com a manutenção da saúde mental. Sendo assim, por necessidade, algumas famílias foram incorporando a sensação de segurança nas suas rotinas ao estar fora de casa.

Por outro lado, há famílias que adaptaram suas rotinas de forma a não sair de casa desde março, contando com home office, ensino a distância e delivery de compras. Nesses casos, é grande a sensação de insegurança diante a possibilidade de retomada das aulas presenciais.

São pessoas que passaram os últimos meses se privando de várias coisas em prol da segurança, o que consolidou a impressão de que sair de casa traz riscos indesejados.

No meio desses dois extremos, existem todos os tipos de família, cada uma com sua forma de conviver com a pandemia, cada uma com suas impressões sobre a segurança ou insegurança fora de casa.

Todos esses pontos de vista poderiam convergir para uma mesma direção, caso o vírus não apresentasse tantas perguntas não respondidas pela ciência a respeito de tratamentos eficazes, seqüelas e imunidade. Outro fator que poderia contribuir para a equalização de tantos pontos de vista seria a divulgação de critérios claros e bem fundamentados para definir a data de retomada não só das aulas presenciais, mas de todas as demais atividades impactadas pelo isolamento social.

Entretanto, até o momento, o único ponto em que todas as famílias parecem concordar é que as incertezas ainda são muitas. São tantas, que não é possível afirmar qual das impressões se aproxima mais da realidade: a sensação de segurança de quem vem se adaptando ao “novo normal” ou a insegurança de quem permanece em casa.

Até que o passar do tempo traga mais respostas, as dúvidas serão as novas companheiras diariamente de todas as famílias, tanto as que aguardam ansiosamente pela reabertura dos colégios, quanto as que preferem continuar mais tempo com o ensino a distância.


Sobre este assunto, leia também os textos: Volta às aulas e pandemia, o que fazer? e ESPECIALISTA | Aspectos jurídicos da volta às aulas

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