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Dia 25 de Julho é comemorado o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. Essa data foi reconhecida pela ONU quando em 1992 quando mulheres negras de 32 países da América Latina e do Caribe se reuniram para pedir, debater e falar sobre racismo, sexismo e opressões.

Hoje também comemora-se o dia e o Dia Nacional de Teresa de Benguela, uma líder quilombola que lutou contra a escravidão da população negra e indígena. Uma mulher muito à frente do seu tempo.

Essa data é importante para levantar muitas reflexões sobre a luta constante de mulheres negras e latino-americanas contra opressão racial. Sabemos que o racismo existe, é estrutural e traz até hoje muitas marcas e consequências no que se refere à raça e etnia.

Segundo dados do IBGE, apenas 10% das mulheres negras conseguem concluir o ensino superior e 14,2% dessas mulheres, abaixo dos 60 anos, são analfabetas. A mortalidade materna durante o parto também é alta somando 54,1% delas. Seguindo os dados, apenas 10% das mulheres negras completam o ensino superior; além disso, os lares chefiados exclusivamente por mães solo e negras estão entre os mais vulneráveis: 13,9% não possui abastecimento de água e mais de 40% está sem tratamento de esgoto.

Diante desses dados, é importante termos em mente a importância de levantarmos questões de privilégio racial na sociedade, pois a partir disso, podemos conscientizar essa estrutura racista que nos cerca e leva tantas vidas. Essa luta é de todas nós.

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