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O inverno já chegou na Tasmânia e justo hoje, no dia em que as temperaturas despencaram eu tinha um aniversário para ir. O marido já tinha ido trabalhar, então não seria hoje que ele colocaria minhas meias e meus sapatos, por isso meus planos tiveram que ser metricamente calculados.  

Dias assim eu preciso fazer ioga pela manhã e aproveitar o fato de que estou no chão, depois de um facing dog para conseguir, com menos dificuldade, colocar minhas meias e meus calçados (outro dia aproveitei um dos exercícios para cortar as unhas dos pés), acredito isso não é engraçado.  Com 31 semanas, meu bebê de 2 quilos encaixado para o nascimento e eu pesando mais quilos que eu planeje, quase tudo vira uma dificuldade.  

É preciso mover as coisas com cuidado para não correr o risco de derrubar nada no chão. Caso isso aconteça a possibilidade de ficar no chão é tão grande quanto minha barriga. Dormir é um verbo que muda a definição para: deitar somente de lado, levantar quatro vezes ou mais para fazer xixi, ter sonhos loucos quando se acha uma posição confortável, correr uma maratona a cada movimento para se virar ou levantar e abrir os olhos com um ser humano e esticando dentro de você e te dando uma dor nas costas imediata.   

Não me entenda errado. Estar grávida é mágico, eu sei, não existe melhor sensação do mundo do que sentir os primeiros movimentos e ouvir o coração batendo. Mas é também cansativo, cheio de detalhes e dores que nem todo mundo conta e para quem vê de fora bem engraçadinho, seja no jeito de caminhar com as pernas abertas ou na forma de sentar e levantar de uma cadeira baixa.  

Felizmente, não posso reclamar da minha gestação, tirando as dores nas costas, as noites mal dormidas e a necessidade de pedir ao Tyler para colocar meus calçados, não tive os terríveis enjoos nos primeiros meses e nem hemorroida (por enquanto). Porém no momento sofro com desejos terríveis de comer besteiras, açúcar e cada 2 horas, além de ir no banheiro a cada 15 minutos e detestar o fato de que as vezes faço umas gotas de xixi antes de conseguir chegar no banheiro 

Então o que resta é aproveitar esse momento de dores e admiração da minha barriga, que fica cada dia maior e mais linda, especialmente com os movimentos da Louise, afinal, são só mais 9  semanas ou menos até a chegada dela e o começo de uma nova jornada chamada ser mãe.


Texto publicado originalmente aqui.


Autora: Ana Paula Maciel Ribeiro. Jornalista e Mãe de primeira viagem conhecendo esse mundo maluco e lindo da maternidade. Vive na Austrália, mas ama o português e escreve para não esquecer suas origens. Ama a vida, o fato de estar se tornando mãe e a coisa mais preciosa que ainda está na sua barriga e se chama Louise. Instagram @anaapmaciel e @doladodecadomundo

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