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O Natal aqui em casa não foi no dia 25 de dezembro nem no dia 24 , o Natal aqui foi no dia 30 mesmo. Vou explicar, o Natal, na maior parte das vezes, é marcado por roupa nova, presentes e muita comida.

Mas no dia 24, eu não tive aquela grana pra roupas novas e presentes, o pouco que tive, investi na comida. Comprei uns potes de sorvete, ajudei no salpicão e, graças a Deusa, passei a madrugada do Natal em um lugar onde eu e meus filhos fomos muito bem recebidos e tratamos todos com muito amor.

Mais foi bem, posso até dizer muito dolorido ver as outras crianças ganhando presentes e comprando roupas e eu não poder dar isso pros meus. Que fosse um brinquedo baratinho ou sei lá.

A verdade é que o consumismo desenfreado desta época nos faz sentir a pior mãe do mundo se não enchermos nossos filhos de presente roupa e sapatos novos. Nos faz esquecer que a vida não tem graça se estivermos de sapatos roupas novas e sozinhos, ou se vendo cercado por pessoas que não nos desejam bem de verdade.

Posso, sem dúvidas, afirmar que esse Natal mesmo com a falta de roupa nova brinquedos e sapatos novos foi o Natal mais feliz que passei em anos (tirando a parte de ver as crianças tristes por não ganharem presentes), mas foi o de mais sincero amor e felicidade.

Autora: Gisele Luciene, mãe da Lívia, André e Rafael.

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