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É certo que quando nasce o bebê, nasce também uma mãe, tudo é novidade e o aprendizado vem aos poucos. Com isso, além da transformação de filha em mãe, temos que considerar também a transição de uma outra mulher, nossa mãe, a metamorfose de uma mãe para avó. 

Quando uma mulher passa de filha a mãe, ela assume novas responsabilidades, passa por um forte processo de aprendizado, assim como a mulher que já é mãe e passa a ser avó. Essa mulher também encara novos desafios, para ela também há muitas novidades, além de cuidar de você, ela cuida também de uma extensão sua, seu filho. 

Essa mulher cuidou, criou, educou, deu carinho e atenção à uma filha e assim como ela aprendeu a ser mãe, aprenderá a ser avó. Para esse processo de aprendizado é preciso paciência e calma pois o tornar-se avó é tão delicado como o torna-se mãe.

A experiência que ela traz consigo é muito importante. Precisamos considerar que nos tornamos mães na era digital, em que a informação está, literalmente, a um clique de distância, qualquer dúvida podemos recorrer à internet, mas com nossas mães foi diferente, o que ela sabe, aprendeu de outras formas. Quando colocamos esses nossos “estudos” e pesquisas na frente de seus conhecimentos, estamos repetindo aquilo que fizemos na adolescência, achando que estamos sempre certas e as mães erradas e atrasadas. 

Só que não estamos certas de tudo, a resposta para criar os filhos não está apenas nos livros e artigos lidos, assim como não está apenas na experiência. Até porque não há uma forma certa de maternar. Mas é preciso respeitar a história da mãe que agora é avó, aliás, se estamos aqui sãs e salvas é porque deu certo.

Não vai nos matar ter um pouco de empatia, aceitar algumas dicas e explicar o porquê de não aceitarmos outras. Estamos em constante processo de aprendizado e temos que lembrar de que tudo é novo, para ambas.

Autora: Larissa Mota, professora de Português e Redação.

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