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Imagine que no auge dos meus 20 anos eu te conheci. Adivinha qual a primeira coisa que eu teria pensado em te perguntar após saber teu nome?

Eu diria: “O que você faz da vida?”. Eita expressão sem pé nem cabeça que eu cresci perguntando e respondendo para os outros. Esse mundo corporativo nos engole mesmo.

Sou formada em Direito, pós graduada em Direito e Processo do Trabalho e trabalhei fora dos 15 aos 27 anos. Depois que tive o Henrique decidimos que eu pararia de trabalhar fora por um tempo pra cuidar dele. Foi uma decisão muito sábia e que funcionou bem pra nossa família.

No entanto, de uma forma ou de outra o mundo e a sociedade te pressiona a retornar ao mercado de trabalho, a produzir, afinal, o capitalismo não espera ninguém. Daí mesmo consciente e muito feliz com sua escolha, você é colocado em xeque diversas vezes.

Hoje oficialmente não presto nenhum serviço remunerado, mas tenho um árduo e o mais difícil trabalho da minha vida: cuidar e educar um ser humano.

Por muitas vezes me senti inferior ao responder “ah não voltei a trabalhar fora. Parei um tempo pra cuidar dele”. Era como se eu não fosse ninguém ao olhos do mundo. Como se minha vida estivesse suspensa.

Mas vamos combinar, o termo “ser mãe” é amplo demais. Ser mãe é ser educadora, cuidadora, professora, terapeuta, motorista, animadora, cantora, humorista, chef de cozinha, médica, enfermeira, faxineira, organizadora de festas, esteticista, costureira dentre tantas outras profissões que temos de exercer com os filhos.

Hoje minha profissão é: mãe. Acredito que este trabalho é muito desafiador, gratificante e prazeroso. Estou amando, mas não me limito, nunca.

Finalizo o texto com uma citação do teólogo Howard Thurman: “Não pergunte do que o mundo precisa. Pergunte-se o que faz você despertar para a vida e faça isso. Porque o que o mundo precisa é de gente que despertou pra vida.”

Autora: Fernanda Misumi

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