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Muito se fala sobre amamentação hoje em dia. E o que a gente vê por aí é sempre aquele mais do mesmo. As mães que conseguiram amamentar “exibem” fotos de seus momentos mágicos com os filhos no peito e aquele tal discurso da “conexão” que se tem nesse momento com o bebê.

Por outro lado, as mães que, por qualquer motivo, recorreram à mamadeira, se  escondem pelos cantos. E se escondem do tal julgamento, dos outros e o delas próprias, como se estivessem cometendo um pecado.

A questão é que a única coisa que passa pela minha cabeça quando vejo mulheres em ambas as situações é que isso não faz diferença nenhuma na minha vida. E o fato do meu filho mamar no peito ou na mamadeira não deveria ter qualquer relevância na vida dos outros. E digo mais, não deveria sequer ser de interesse de alguém.

Aqui em casa passamos pela depressão pós parto e a recuperação árdua de uma cesárea indesejada. Olhando pra traz e lembrando de toda a minha fragilidade naqueles primeiros meses, sinto um baita orgulho de ter conseguido oferecer o meu leite, mesmo que por um tempo limitado e através do tal “objeto do mal” chamado mamadeira (lá dentro tinha leite materno, mas pensam que escapei dos comentários  e olhares de desaprovação?!).

O importante é que hoje já fiz as pazes comigo mesmo e me “perdoei”. Hoje,  utilizo fórmula e faço o acompanhamento de peso, crescimento e progressos do Gui como qualquer mãe deve fazer. E ele está super acostumado a receber o seu leitinho de qualquer pessoa que esteja disposta a alimentá-lo com carinho.

E digo mais, é uma delícia ver a satisfação das pessoas que têm a oportunidade de fazer isso pelo meu filho. Quem é que não gosta de ter um bebezinho no colo, poder alimentá-lo e ganhar aquele olhar profundo de agradecimento, além de toda essa paz que eles nos passam?!


Autora: Juliana tem 31 anos, é formada em Ciência da Computação e apaixonada pela Gestão de Projetos. Feminista, quer igualdade, respeito, paz e mulheres unidas. Filha de uma mulher especial chamada Ana, esposa do Diego, a quem se refere como parceiro de vida, e está aprendendo a (também) ser mãe, do pequeno Guilherme de apenas 6 meses.

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