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A gente também quer um tempo para nós, alguns minutos de silêncio, clamamos pela calmaria, precisamos nos reencontrar, precisamos de um sossego absoluto, precisamos nos cuidar, relembrar quem fomos. Precisamos de um tempo a sós, não por vaidade, mas por necessidade física e mental.

Ir ao banheiro sem ninguém bater na porta ou ter que desligar o chuveiro por ouvir um choro que não existe. Comer sua comida preferida ainda quente, tomar um café da manhã sem pensar qual será o almoço. Dormir sem se preocupar qual o horário o mais novo vai acordar, já com as fraldas cheias e pedindo “tetê”.

Assistir um filme sem pausas ou ao som da Peppa Pig de fundo. Passear em lugares públicos sem medo de piscar os olhos, porque, se piscar, vai perder a cria de vista e vai encontrá-lo lá na frente no colo de alguém desconhecido que vai te olhar te condenando “onde estava essa mãe que perdeu o filho no meio de tanta gente?”, vai ver essa mãe foi atrás do mais velho que teima em subir pela escada rolante que desce.

A gente quer dirigir sem pressa, sem perder o horário da escola, chegar em casa depois do trabalho poder tomar um banho e dormir sem obrigação, queremos espaço na cama e uma noite toda sem cobrir ninguém. Queremos falar qualquer coisa sem a preocupação de ter um ser te olhando e registrando tudo o que você disse para repetir mais tarde.

A gente quer sair sem culpa, se vestir sem culpa, viver sem culpa. Mas a culpa mesmo é do amor, que faz a gente se apegar tanto a ponto de esquecer de tudo, até do que a gente precisa.

A gente também quer um tempo para nós, alguns minutos de silêncio, clamamos pela calmaria, precisamos nos reencontrar, precisamos de um sossego absoluto, precisamos nos cuidar, relembrar quem fomos. Precisamos de um tempo a sós, não por vaidade mais sim por necessidade física e mental.

Ir ao banheiro sem ninguém bater na porta ou ter que desligar o chuveiro por ouvir um choro que não existe. Comer sua comida preferida ainda quente, tomar um café da manhã sem pensar qual será o almoço. Dormir sem se preocupar qual o horário o mais novo vai acordar, já com as fraldas cheias e pedindo “tetê”.

Assistir um filme sem pausas ou ao som da Peppa Pig de fundo. Passear em lugares públicos sem medo de piscar os olhos, porque se piscar vai perder a cria de vista e vai encontra-lo lá na frente no colo de alguém desconhecido que vai te olhar te condenando “onde estava essa mãe que perdeu o filho no meio de tanta gente?”, vai ver essa mãe foi atrás do mais velho que teima em subir pela escada rolante que desce.

A gente quer dirigir sem pressa, sem perder o horário da escola, chegar em casa depois do trabalho poder tomar um banho e dormir sem obrigação, queremos espaço na cama e uma noite toda sem cobrir ninguém. Queremos falar qualquer coisa sem a preocupação de ter um ser te olhando e registrando tudo o que você disse pra repetir mais tarde. 

A gente quer sair sem culpa, se vestir sem culpa, viver sem culpa. Mas a culpa mesmo é do amor, que faz a gente se apegar tanto a ponto de esquecer de tudo, até do que a gente precisa.


Autora: Thamires Padovesi

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