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Há felicidade no sorriso do filho que se dirige a você, no acolhimento que se pode oferecer ao primeiro choro, na eterna observância da perfeição ali escancarada, no momento em que você é olhada e não percebia, no admirar do sono que chega, no rosto acanhado ao despertar, na conversa lúdica um tanto quanto sem sentido, no silêncio que se compartilha sem temor, nos cuidados cotidianos fundamentais, no retorno advindo desses cuidados, nos passeios carregados de estímulos convidativos, nos instantes divididos entre as paredes da casa, nas fotografias vistas a posteriori, nas vivências não registradas, nos planos feitos respaldados em fantasias de idealização, no fator surpresa que pode ser bom mesmo que escape ao controle, no abraço, nas mãos dadas, no colo. A felicidade na maternidade é mais do que o intervalo entre infelicidades, como alguém já precipitou em definir. A infelicidade quase não encontra espaço porque o que há de feliz, tenta tudo ocupar.

Autora: Neila Corrêa – Maternidade Cotidiana

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