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Ontem me lembrei dos privilégios que tenho. Há meses me queixo da pandemia, desejando que acabe logo para eu pôr meu filho na creche tranquila, mas pouco tinha parado pra pensar no quanto de vida eu ganho estando em casa cuidando dele. Em duas semanas ele completa dois anos. Em duas semanas minha versão “disponível o tempo todo” completa dois anos. Estou contemplativa e me despedindo de mais um ano de sobrevivência. 

No ano passado, senti muito alívio por ter conseguido fazer uma criança sobreviver ao primeiro ano. Senti que, a partir daquele momento, poderíamos começar a viver. E vivemos! De lá pra cá colecionamos experiências maravilhosas e agora eu sinto que podemos começar a amar. À vida, ao mundo, ao novo; nós podemos nos amar.

Parei de balbuciar reclamações por estar em casa e comecei a olhar pra ele com outros olhos. Olhos de que, talvez, ano que vem seja tudo diferente e eu sinta uma enorme saudade da nossa rotininha meticulosamente controlada. Parei de me queixar do peso que é ser eu pra tudo, e passei a admirar como ele me olha e como quer que eu o veja. Tenho achado cada dia mais lindo o pedido de beijinho dele quando capota no chão.

Ontem ele atacou um chocolate que estava “escondido” na minha estante. Ao invés de brigar ou de chorar o chocolate assaltado, ri, fotografei e postei em celebração. Quero que todos saibam que meu filho pensa e que tenho muito orgulho dele mesmo quando faz algo que eu não aprovo. 

E, principalmente, quero que ele saiba que eu sou sim uma mãe babona, clichê e que está ansiosa pra ser Mãe dele.

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