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Escrevi esse poema que ilustra a exposição fotográfica que está sendo realizada em decorrência da Semanda Mundial do Aleitamento Materno e Agosto Dourado.

Quem disse que não?
E quem disse o porquê?
A mulher com sua cria
Passa café, corre-cotia
Senta no chão
Sente as estrelas
Varre do peito o cansaço
Mira a lua andando no céu
(Ela anda…)
E ela, ali, presa, livre
Plena, exausta
Vive correndo
E, se corre vivendo
Vivendo se doa
Se dói
Se atordoa
Virou a noite
Passou o dia, a mulher com sua cria
Criança no peito
A barriga no tanque
O sono que bate
A febre que insiste
A vivência, real ilusão
Passa a vizinha, presta atenção:
Aqui não pode dar o peito, não
Quem já viu mulher render leite?
Quem já viu moleque crescer forte?
Leveza, só na televisão
Na rotina, o tropeção
O palpite, quente como o pão
Aquele, o da massa fresquinha…
Que pena, teve jeito não…
Acabou virando carvão
Quem disse que não?
E quem disse o porquê?
Menina no banho
Mulher se depila
Alimenta a criança
E se esvai em choro sentido
Por que tanta solidão?
Carregar no ventre
Levar no colo
Aleitar no peito
Seguir caminhando, fazendo o trajeto
Aquele mesmo
Que disseram ser o certo
Nutrir o menino, de leite e afeto

Sobre o Evento

A exposição AMAmentar do Círculo Materno está em sua terceira edição e este ano o tema é a desromantização da amamentação além de retratar a importância do empoderamento da rede de apoio! Está acontecendo no Museu Histórico e Geográfico de Poços de Caldas – MG até o dia 21/08, e depois seguirá para outros pontos da cidade. 

Endereço: Rua Padre Henry Mothon, sem número.
Funcionamento: Ter a Sex das 8h ás 18h. Sáb, das 12h às 18h e Dom, das 8h às 14h.

Algumas das imagens da nossa fotógrafa parceira Jeniffer Bueno. 

Autora: Eliza Sampaio Quinteiro, coordeno um grupo de apoio ao parto, amamentação e maternidade em Poços de Caldas, o Círculo Materno! 

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