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A depressão pós-parto é uma doença que acomete muitas mulheres, mas antes de falar sobre ela, é importante diferenciá-la do baby blues.

Baby blues, popularizado como tristeza materna, é um sentimento, que pode invadir a mulher nos dez primeiros dias até a 2ª semana pós-parto, de tristeza profunda, um distanciamento em relação ao bebê e uma indisposição para realizar atividades cotidianas.

Esse momento deve ser respeitado e precisa de acolhimento, mas costuma desaparecer após alguns dias. Está ligado à adaptação da nova como mãe.

A depressão pós-parto é diagnosticada até 18 meses após o nascimento do bebê e tem características específicas como:

  • alteração no humor para uma tristeza profunda e irritabilidade, que podem ser justificada pelos cuidados com o bebê;
  • distanciamento da mãe em relação ao bebê e dificuldade de vinculação;
  • falta de vontade ou disposição para realizar atividades cotidianas;
  • redução do prazer;
  • dificuldade na fixação de informações;
  • percepção de si alterada, focada nos defeitos e fracassos;
  • alterações de sono e apetite;
  • sentimento de culpa e inutilidade; pensamento de morte e ideação suicida.

Seu aparecimento pode ocorrer devido a um histórico anterior de fragilidade psicológica, alteração hormonal, uso de drogas e outras substâncias, contexto social vulnerável etc. É preciso avaliar cada caso, para entender quais foram as influências.

A depressão é considerada uma doença e precisa ser tratada, com acompanhamento médico de um psiquiatra e psicólogo, com o objetivo de tratar de maneira adequada, para alívio dos sintomas, e em terapia descobrir como surgiram os sintomas e de que maneira você pode enfrentá-los, com recursos emocionais.

Outras ajudas como grupo de apoio, instituições religiosas, entre outros, podem colaborar no tratamento, mas não substituem o acompanhamento profissional.

Além disso, é importante não só a identificação, mas que a mulher tenha uma rede de apoio de familiares e/ou amigos próximos, pois, muitas vezes, ela não estará emocionalmente disposta a cuidar de seu bebê e é preciso que alguém a auxilie, para que os cuidados básicos sejam realizados.

Pedir ajuda não é uma vergonha! É a coragem de entender que o outro pode somar forças, para contribuir na sua vida. A maternidade não precisa ser uma vivência isolada, pode contar com a ajuda de outras pessoas que adicionem e ajudem a mãe nos cuidados com o bebê.

Tem se sentido assim? Ou conhece alguém que passa por essa situação?

Posso te ajudar! Sou Thais Pereira de Souza, CRP 06/140.812, realizo atendimento presencial, em São Bernardo do Campo, e on-line. Minha linha teórica é a psicanálise winnicottiana e estou disponível para te ajudar nesta caminhada.

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