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Meu filho Heitor precisou fazer exames de rotina (coleta de sangue) e então fomos ao laboratório (eu tinha plena consciência que ele iria chorar e seria uma experiência dolorosa, e o meu papel seria estar ao seu lado nesse momento).

Mas, neste cenário (e na minha expectativa) não me preparei ou se quer cogitei uma situação muito diferente dele chorar ao tirar sangue, eu acalmá-lo e partirmos. Bem, acontece que não encontraram a tal veia de primeira e o que já seria doloroso se multiplicou por 3 vezes mais, esse também foi o número de vezes que ele foi furado!

E é aqui que entra a minha angústia materna… eu estava lá, mas impotente diante da dor dele. Como se não fosse possível fazer nada naquele momento (além de acolher), e mesmo assim não consegui barrar a culpa por não poder fazer nada! Ele chorou muito (nunca tinha chorado tanto) e eu chorei junto! Mas esse era o meu papel naquele cenário, estar ali, acolher sua dor, dar colo, Tetê, e todo afeto que fosse possível, mas nada iria tirar a dor que ele estava sentindo.

Essa foi a minha angústia/culpa, eu tinha consciência da necessidade daquilo, sabia que ele sofreria e mesmo assim, doeu tanto em mim a ponto de eu me culpar por não poder fazer mais. Mas não tinha o que ser feito, pelo menos não naquele momento de dor (talvez se tivessem furado uma vez apenas -isso teria ajudado muito) e essa é a questão!

Sentir culpa e se angustiar em alguns momentos da maternidade faz parte, mas também é importante se acolher, a ponto de se perdoar e entender que você fez o que foi possível naquele contexto, e tudo bem!

Doeu, dói e sei que ainda vai doer em diferentes situações que o Heitor ainda vai passar, e tudo bem… na maioria das vezes eu não vou poder evitar a dor dele, mas eu vou estar lá, se não for pra evitar, que seja pra tentar dividir a dor, ou pelo menos, para que ele saiba que eu estava lá… do ladinho dele sempre que ele quis e precisou de mim.

Esse é o ponto, estar lá faz uma diferença danada nesses momentos… afinal, o afeto e o acolhimento são o que darão suporte e confiança aos nossos pequenos.
Então… só estejam lá, sempre que possível!


Autora: Diesse Gimenes @diessegimenes. Sou mãe de um menino (encantador) de 1 ano (ainda estou aprendendo sobre a maternidade).

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