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Corpo de mãe é casa onde ventre já foi o abrigo. Quando o ventre não pôde ser lar, o coração cedeu lugar.

Corpo de mãe tem marcas. Do peso, da espera, do tempo. Tem marca de cansaço. Essas, às vezes, que ninguém consegue ver.

Corpo de mãe tem cheiro. Um cheiro inigualável e insubstituível. Cheiro que só a cria sente e que cura. Dor, febre, sono, medo…só de chegar perto de mãe, da trégua.

Corpo de mãe é colo. Mesmo quando fica pequeno. Continua sendo colo. Mais que colo, é abrigo.

Corpo de mãe, tem coluna. Mas ela age como se não tivesse, por escolha ou por falta de opção.

Corpo de mãe pede arrego, no abraço do corpo do filho. Ali se reconstrói e reafirma a conexão.

Corpo de mãe, mesmo já cansado, da mãe que agora é avó, mãe da mãe, vem com bônus do tempo, que o faz ser sagrado.

Quando se olhar no espelho, e por qualquer motivo, querer enxergar o corpo, como feio, renegado – lembre que seu corpo é templo, local de amor, colo e cuidado. Escolhido pra ser corpo de mãe, aqui na terra, o mais amado.


Por: Katucha – @akatucha

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