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Tenho tanta coisa pra falar quando penso na amamentação do meu pequeno, começamos lindamente e acabou frustrante. Durante a gestação pesquisei muito, fui me preparando. Quando ele chegou foi uma festa, pegou bem o peito ainda na maternidade.

Meus seios estouravam de leite/colostro, foi uma festa do tetê até o sexto dia quando ele apresentou o primeiro quadro de vômito com sangue. No oitavo dia ele teve o pior quadro. Foram 5 dias de angústia e agonia, que só nós sabemos, e desde então dia após dia meu leite secava e ao completar seu primeiro mês meu pequeno esgoelava de fome (dia e noite). Eu o mediquei para cólica inúmeras vezes achando ser dor, mas era fome. Eu apertava meu peito e apenas pingavam gotinhas tímidas, nada de ordenha.

Comia canjica, bolo de fubá, polenta, suco de uva integral, tomei chá da mamãe, algodoeiro e nada… Eu fazia o que me falassem pra fazer para aumentar o leite e nada!

Com cerca de 45 dias ele entrou na fórmula e as coisas mudaram 100%. Eu descobri meu filho. Um bebê alegre e brincalhão porque até então ele só chorava 24 horas por dia com pequenas pausas de exaustão. Eu tentei de tudo, eu nos exauri. Eu perdi o primeiro mês dele no meio dessa paranóia delirante de que mãe que dá fórmula é um monstro do pântano

Hoje aos 5 meses nós estamos bem, saciados e em paz. Não abri e nem abriria mão tão fácil da amamentação, mas aprendi que nem sempre ela é possível como a gente gostaria.

Autora

Valeria Torres. 28, paulistana que agora mora no meio do mato. Mãe de um menino de 6 meses encantador. Fotógrafa e diagramadora por profissão e escritora por paixão.

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