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Vendo o prato vazio. 
A moça chorou feito um rio.
Como comeriam os “fio”?
Pátria mãe gentil.
Padroeira do ventre tão fértil.

Trabalhou na casa da senhora.
Dia e noite sem demora.
Mas a paga não deu pro leite, nem para farinha.
Seu coração se contrai de agonia.
Pois quer ver feliz as criancinhas.

Disseram que ela era gente.
Trabalhadora, mas foi muito inocente.
O que queriam mesmo era seu sangue corrente.
Era, na vida, uma indigente.

Da cidade, do campo, da vida somente.
O que ela queria era alimentar as crianças.
Vê-las crescer, sua herança.
Mas naquela noite, pobrezinha, foi dormir sem farinha.
Olhando para lua e pedindo a mãezinha.
Um amanhã de sorriso e de barriga cheia para suas criancinhas.

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