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A sociedade que vivemos endeusa o corpo magro, ele é sinônimo de beleza, saúde e poder e, por outro lado, o corpo gordo é visto como doente, feio e inaceitável. Esse olhar sobre os corpos é reforçado por uma estrutura incrivelmente grande e forte, as indústrias da beleza, do bem-estar, do fitnnes e do emagrecimento, que hoje são responsáveis por lucro na casa de BILHÕES, somente no Brasil.

Mas o que isso tem a ver com gordofobia? Muitos lucram com a insatisfação corporal abalando a autoestima, justamente para movimentar esse mercado, o problema é que essas empresas têm utilizado uma comunicação nada positiva, que não promove saúde e sim comportamento disfuncionais com o corpo.

Essas empresas e perfis das redes sociais, usam fantasias de preocupação com a saúde, mas seu interesse está em lucrar e deixar as pessoas mais doentes e dependentes desse consumo, e esse comportamento reflete na forma como enxergamos os corpos.

É mais do que comum ouvirmos, ou até mesmo pensarmos, que a pessoa gorda precisa emagrecer por “questões de saúde”, é algo já naturalizado, como se gordos fossem doentes e não se preocupassem com a saúde e magros fossem sempre saudáveis.

Apenas a forma corporal não define se alguém é ou não saudável, um percentual de gordura alto pode sim ser associado ao desenvolvimento de doenças, mas a má alimentação, álcool, sedentarismo, tabaco, drogas, tudo em excesso também pode. Será que pessoas magras, que tenham algum desses hábitos, são questionadas sobre sua saúde? Sabemos que a resposta é NÃO.

E sabe por quê? Porque elas estão dentro de um padrão aceitável. Quando uma pessoa gorda é condenada ou rotulada apenas por sua forma física isso é GORDOFOBIA, e quem sofre desse mal, sabe que o argumento da preocupação com a saúde é só um disfarce.

Saúde assim como corpo existe de várias formas e tamanhos, cuidado com seus pré-conceitos e use todo o conhecimento a seu favor, não deixe essa indústria te engolir.

Créditos imagem de capa: Curta-metragem ‘Fofa


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