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Na semana passada, eu tive uma TPM daquelas. Algo que não acontecia desde que eu parei de tomar pílula, há cinco anos. Tudo por causa de mudanças que têm acontecido na minha vida e a ansiedade em lidar com elas.

Nesses momentos difíceis eu me apego às boas leituras, aos exercícios físicos e principalmente a um dos pilares da minha rotina nos últimos dois anos: a alimentação saudável.

Eu sei que muita gente ainda torce o nariz quando o assunto são verduras e frutas. Eu também era assim. Antes de ter os meus filhos, eu era a maior junkie food do pedaço: amava padarias e não negava um hambúrguer jamais.

Mas quando meu filho mais velho nasceu, precisei voltar a cozinhar. Eu sou jornalista e, na mesma época, comecei por coincidência a escrever sobre nutrição.

De tanto pesquisar, me apaixonei pelo assunto. Hoje sei que aquela frase do filósofo Hipócrates “Que seu alimento seja seu remédio.” faz todo sentido. A comida pode ser a nossa cura e também a nossa doença. Desde a industrialização das últimas décadas, nossas geladeiras foram invadidas pelos produtos ultraprocessados. Eles são práticos, mas cheios de substâncias químicas que causam obesidade, diabetes e hipertensão. As mulheres deixaram de cozinhar. Os homens ainda hesitam em assumir as panelas. Comer a lasanha congelada é mais rápido.

Culpa desse patriarcado capitalista que fez das mulheres reféns do tempo. A mãe solo que pegou três conduções pra trabalhar e chegou tarde em casa vai sim oferecer pro filho macarrão instantâneo no jantar.

Isso depois de comer um pacote de bolacha recheada no ônibus e controlar a fome, enquanto volta pra casa. Cada família tem uma realidade.

Mesmo assim, eu sou otimista. Acredito na informação e nos projetos de reeducação alimentar para reverter esse problema.

A luta pela igualdade é também a luta contra a desnutrição.

E para quem tem condições de bancar a própria reeducação alimentar, como foi o meu caso, o primeiro passo pode ser difícil, mas é compensador.

Este ano, eu não peguei nenhum resfriado! Minha comida me deixa de bom humor e disposta, o que é uma necessidade para quem tem filhos pequenos. E o que eu descobri na minha última TPM é que os alimentos podem ajudar a mulher a lidar com suas mudanças hormonais.

Muitos desequilíbrios são causados por uma alimentação que não atende às nossas necessidades biológicas em termos de nutrientes. E em cada fase do nosso ciclo menstrual, olha que incrível, temos alimentos que podem nos ajudar! 

Uma dica importante é ter cuidado maior com a alimentação a partir de, pelo menos, uma semana antes da menstruação: evite alimentos inflamatórios (açúcar, leite e derivados, farinhas refinadas e óleos muito ricos em ômega 6, como: soja, milho, canola, principalmente em frituras). Consuma muito magnésio (folhas verdes escuras, linhaça, quiabo, banana, beterraba).

Durante a menstruação e nos quatorze primeiros dias do ciclo, precisamos de fontes de carboidratos saudáveis. Capriche nas leguminosas, arroz integral, batata doce, feijão, grão de bico, tâmaras, etc.

Depois do décimo quarto dia, entramos numa fase em que metabolizamos melhor as gorduras. Momento de investir em abacate, açaí, coco e castanhas.

As sementes também são excelentes parceiras da saúde feminina em todas as fases da vida. A linhaça, por exemplo, ajuda a minimizar os sintomas da menopausa. Chia, gergelim, sementes de abóbora e girassol também contribuem para a regulação hormonal. Todos esses alimentos são facilmente encontrados em feiras, supermercados e lojas de produtos naturais.

Comer saudável é uma demonstração de amor-próprio porque é um gesto de autocuidado. Cozinhar seu alimento é um ato de carinho com você e sua família. Precisa de mais algum motivo pra começar?

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