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Outubro é o mês de conscientização da perda gestacional e infantil.

Parece assustador quando se engravida pensar na possibilidade de perder, tem um amor que está nascendo, que ainda não é concreto, mas que bate ritmado junto com as batidas no coração dele no ultrassom.

Mas esse coração, por algum motivo, parou e levou com ele a realização da maternidade. Pode ser a primeira vez que isso acontece ou a quinta vez, mas cada uma vai doer e vai arrancar um pedaço do peito como se não fosse mais possível aguentar.

Dói, dói muito, e as pessoas vão te dizer “tenta de novo”; “você pode ter outra gravidez”, e isso pode até acontecer mais para frente, mas seu filho, para sempre será único e sem substituição, e tudo bem sentir o luto da sua perda.

Neste momento, pode até aparecer aqueles pensamentos de que seu corpo tem defeito, de que você é incapaz de ser mãe, que rejeitar no começo foi um castigo, por isso que você perdeu. Mas é importante compreender que a biologia vai muito além do pensamento, que muitas vezes a fecundação não acontece como esperado, mas isso não te faz uma pessoa menor e nem incapaz de ser mãe. Até porque é no amor que se constrói a maternidade e só se perde um FILHO quem já é MÃE.

Busque ajuda nesse momento, não é fraqueza necessitar de cuidado, se sentir triste, com choro fácil e precisando de acolhimento. Busque estar com pessoas que te acolhem e com profissionais (psicólogos e psiquiatras) que possam ofertar um espaço para você cuidar dessa dor. Porque se ela não é cuidada, deixará marcas emocionais para sua vida que podem atrapalhar suas relações.

E por fim, não esqueça, VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHA!

Thais é uma das psicológias parceiras da revista e está disponível para atendimentos presenciais em São Paulo, e online para todo o Brasil, a preço social.

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