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Eu me odeio quando grito e (mesmo sendo horrível) sinto raiva deles. Às vezes, porque só quero ficar quieta e não desenhar nenhum leão ou borboleta. Eu me arrependo quando às vezes eu desejo silêncio em troca da algazarra da casa ou do youtuber falando sem parar.

Eu me sinto a pior mãe do mundo quando no meio da missa um beliscão quase me faz me sentir bem. Mas, depois de uma semana revezada entre a dor da mãe, a febre da filha e as muitas horas de jornadas duplas eu quase me sinto presa dentro do cansaço e da minha irritação.

É como chegar a um limite, que quase não tem a ver com eles, mas que refletem no pedido de colo fora de hora, na comida enrolada no prato, no falatório e brigas durante a missa.

Esse limite que leva do amor a raiva em instantes. Esse limite que deveria ser um nível quase inatingível da escala materna. Esse limite que faz a mãe virar “monstro”, da pior espécie. Daquelas que não mereciam a graça de gerar a vida. Logo eu, que sonhei cada etapa desta maratona.

Mas é isso, meus filhos, que acontece quando o limite é alcançado e te leva além do seu limite. São quando as coisas fogem do controle. Físico e emocional. Eu só queria que vocês soubessem um dia que, às vezes, eu não consigo ser quem eu gostaria. E que, talvez ser forte o bastante tenha rasgado um pouco meu uniforme de super mãe. E que só as vezes eu preciso de espaço. De silêncio e agora de perdão.

Porque a vida…haaa vcs são pequenos demais para entender…

Que a vida, as vezes, é menos colorida e divertida do que sonhamos. E que as vezes, estar nela é como estar preso no alto da montanha russa com um carrinho preso no trilho. Onde descer é um desafio quase impossível, mas ficar lá, é desistir de continuar. E a mamãe aqui vai sempre optar por seguir, mesmo que no percuso eu deixe de ser a mamãe que vcs merecem ter.

E como sempre e sem vergonha nenhuma, os abraçarei pedindo desculpas depois do beliscão e desenharei um mundo de leões para que JUNTOS possamos continuar nossa batalha que se chama VIDA.

Autora: Daniela Faria

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