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Sinto orgulho de fazer parte de uma pequena porcentagem de mães que conseguem fazer aleitamento materno exclusivo até os 6 meses.

A escolha foi minha. Meu sonho sempre foi ser mãe e, consequentemente, amamentar o meu filho. Como eu fui uma bebê que não mamou muito, pelo fato do leite da minha mãe ter secado bem no começo, acredito que o leite materno fez falta para que eu adquirisse uma boa imunidade, pois sempre tive muitos problemas de saúde, desde quando nasci.

Então, sempre falei que quando tivesse filho iria amamentá-lo por muito tempo, iria fazer a história dele diferente da minha, iria escrever uma nova história. 

Sempre quis muito nutrir a minha bebê e viver essa experiência da amamentação em toda a sua essência. E, apesar desse desejo intenso, não procurei fazer curso de amamentação, não fiquei ansiosa e não imaginava como seria difícil todo esse processo.

Passei a pensar sobre isso no dia em que minha prima, fisioterapeuta obstétrica, uma semana antes do parto, me perguntou se eu já estava estudando sobre amamentação e eu disse que não, que eu ia deixar rolar.

E confesso, que no começo foi muito dolorido, foi sofrido. Meu leite empedrou assim que desceu, fiz massagem para drenar, senti uma dor que nunca havia sentido antes, machucou, sangrou, fiz laser para cicatrizar e a cada mamada era uma lágrima que descia em meu rosto.

Meu marido dizia vamos comprar fórmula, não é possível amamentar com tanta dor, você não precisa disso. Muitos me diziam que amamentar tinha que ser um ato de prazer e não um processo de dor. Mas eu continuei firme, eu precisava vencer essa primeira etapa tão dolorosa e sofrida. Eu e ela precisávamos vencer esse começo tão difícil. 

E graças ao apoio e incentivo de profissionais incríveis, segui em frente. A dor passou. Mas aí começou uma nova fase, a guerra com o peito, as brigas com as mamadas, não querendo o peito e o choro constante.

A preocupação se o meu leite era suficiente para saciar a sua fome, se estava ganhando peso adequado, tantas incertezas passavam na minha cabeça e mesmo assim segui em frente e continuei firme somente com o leite materno. 

Eu sempre tive muito leite, mas quando achava que o fluxo estava ruim para ela, eu tomava o Chá da Mamãe, que enchia o meu peito na hora. E quando precisava extrair o leite, muitas vezes acabava ordenhando não mão, com ajuda do meu marido, pois na bomba não saia a quantidade necessária.

Como eu não estou trabalhando, consegui ficar por conta da Alice e oferecer o peito a ela sempre que quisesse. Foram meses com ela dormindo no peito, deixei ela fazer de chupeta para estimular a produção, o que muita mãe é contra e olha feio, e até os 7 meses ela sempre mamou a cada duas horas, mesmo de madrugada.

Ficava exausta, mas nada fez com que eu parasse de amamentar e sempre deixei ela mamar o quanto quiser e a hora que quiser, pois quanto mais ela mama, mais o meu organismo produz leite. Ela começa a mamar e eu sinto o leite descer. Como o nosso corpo realmente é incrível. Tudo é conectado! 

Eu acreditei e confiei em mim e na minha capacidade de amamentar e nutrir a minha bebê e vou continuar amamentando até quando ela quiser ou até quando for saudável para nós duas, nós vamos decidir o final dessa trajetória, que por mim não teria fim. Só de pensar já fico com coração na mão. Foi fácil no começo? Não! Mas é a experiência mais pura e mais prazerosa da vida. 

Amamentar é troca, é conexão, é só amor! Incentivo todas as mães a amamentarem, não largarem de mão, serem persistentes e resistentes! Sempre serei uma fiel incentivadora a amamentação.

Gratidão por ter chegado até aqui e por continuar ainda firme nessa jornada! 


Autora: Meu nome é Juliana Baracho, 36 anos, sou jornalista e pós-graduada em mkt e designer gráfico. Mãe da Alice, 1 ano, e esposa de Leandro Momose. 

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