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Ainda precisamos caminhar bastante para que a palavra Autismo não seja algo que tenhamos que esclarecer o tempo inteiro. Não é o bastante apenas estar ciente do que autismo, é preciso aceitar, apoiar, respeitar e incluir pessoas com Autismo.

Você já parou e olhou ao seu redor? Já parou para pensar que absolutamente cada um de nós somos peças fundamentais para a divulgação e compreensão do que é o Autismo? Você pode ser mãe, pai, avó, avô, irmão, primo, tio, tia, colega ou apenas conhece alguém com Autismo. Cada um de nós temos de forma direta ou indireta relação com alguma pessoa com deficiência em nossa sociedade, e é nossa obrigação saber o mínimo. 

Se atente mais ao âmbito que te rodeia, a cada pai e mãe que relata sobre vivências, a escola e aos amigos dos seus filhos, ensinem eles a respeitarem cada pessoa e suas limitações, cada um de nós temos um poder incrível em nossas mãos: a informação, e o nosso dever é que saibamos usá-las com muita clareza. 

É preciso uma rede de apoio em toda criação de qualquer ser humano. Na maternidade típica isso praticamente já não existe, imagine numa maternidade atípica? Apoio? rede de apoio? Nunca vi, nem comi, só ouço falar.

Foi um processo bem doloroso perceber que além de gente por perto, precisam existir também políticas públicas para que a rede se forme. Para que a mãe e a criança sejam amparadas.

É nessa hora que o desespero bate, pois é uma realidade bem distante do que realmente vivemos, é preciso ter muita garra pois desistir muitas vezes é uma opção, opção que sequer temos o luxo de ter. 

Ser rede e ter rede nos coloca diante de nosso tamanho real, onde não damos conta de tudo e temos pessoas ao nosso lado que se envolvem de forma responsável e acolhedora, ainda que não seja nosso responsável nem nosso acolhedor, é sobre empatia, é sobre abraçar sem pedir nada em troca.

A rede de apoio é a confirmação do trabalho invisível sobre o que é cuidar. Ainda precisamos caminhar bastante para que a palavra autismo não seja algo que tenhamos que esclarecer o tempo inteiro.

Seja rede, seja apoio, seja a peça fundamenal que é preciso ter em cada canto desse mundo. Ouça, preste atenção ao seu redor. Não espero o mês de abril de cada ano para saber um pouco sobre Autismo, seja parte disso o ano inteiro, afinal, o autista não vive num mundinho só deles.

O mundo do autista é o mesmo que o nosso, e somos nós que temos que nos adequar.

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