Mulheres-mães protagonistas da própria história

A mulher maravilha

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Por: Hilana S. Sena Brunel – @lanabrunel 

Desde que me tornei mãe, venho aprendendo a “equilibrar os pratos”.  Desde que me tornei mãe de duas, essa missão parece ser quase impossível.  

Desde quando as mulheres deixaram de ser “apenas” donas de casa, esposas e mães, elas conquistaram o mundo, a liberdade, o poder e, junto a isso tudo, muito mais responsabilidade.  

O fato de sermos empresárias, servidoras, provedoras não nos tirou a obrigação de sermos mães, filhas, donas de casa e esposas. O que acontece é que incluímos mais obrigações dentro das nossas obrigações e, com isso, conquistamos o título de “guerreiras”, “mulheres-maravilha”.  

Porém, saber lidar com tamanha demanda é difícil, cansativo e exaustivo na maioria das vezes.  

Quando nos dedicamos ao papel de mãe, nos causa angústia não estarmos dedicadas ao trabalho. Quando estamos dedicadas ao trabalho, lembramos de quantas demandas dos filhos nos esperam para serem resolvidas.  

Quando estamos cuidando da casa, pensamos se não deveríamos estar cuidando de nós mesmas. Tantas atribuições e responsabilidades nos tornam “mulheres-maravilha”, mas, a que preço? Quanto mais mergulho no mundo feminino, mais escuto e vejo mulheres com sobrecarga física e mental, mais vejo mulheres tentando dar conta, sobrevivendo, puxando o fôlego para finalizar o dia, a semana, o mês.  

É como me sinto no momento.  

E qual a solução para tamanho “desconforto confortável”? Chamo dessa forma pois, apesar de ser desconfortável, essa parece ser a minha zona de conforto e a de tantas mulheres! Porém, venho buscando não me perder nessa forma de viver, venho buscando encontrar alternativas para não viver no constante mar de culpa, para não viver na insana correria da luta pela sobrevivência, já que não estou disposta a abrir mão de nenhum dos meus papéis.  

Me conta, você compartilha desses sentimentos? É possível mudar? É possível “equilibrar os pratos”?  

Revisão:  Gisele Sertão- @afagodemaeoficial 

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